Como a COVID-19 está a impulsionar a criação do escritório do futuro, hoje.

É inegável que os ambientes de trabalho mudaram significativamente nos últimos meses e os efeitos da COVID-19, neste contexto, vão continuar a sentir-se por tempo ainda indeterminado.

Por Patrícia Pereira, Human Resources Director da Konica Minolta

 

No Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas – COVID-19 do INE, que acompanha o impacto da pandemia nas empresas, é salientado que a proporção de empresas em funcionamento na primeira quinzena de Maio aumentou para 90%, face a 84% na quinzena anterior. O mesmo inquérito acrescenta ainda que a retoma das actividades está condicionada pelos requisitos de higiene e segurança exigidos às empresas, apontando as restrições no espaço físico como um dos factores que mais dificultam o cumprimento dos requisitos.

Percebe-se, assim, que há um enorme desafio a ultrapassar por parte das empresas, nomeadamente ao nível dos Recursos Humanos. Mas a realidade é esta e terá de ser encarada. Deve existir a capacidade de dar respostas céleres para responder no mais imediato aos efeitos da pandemia e encontrar as soluções que melhor se adaptam a cada organização, com a consciência que o importante é conseguir promover o sentimento de normalidade junto dos colaboradores, para o bom funcionamento das empresas e o consequente bom desenvolvimento dos negócios.

Neste momento, o certo é que os locais de trabalho mudaram e o aliviar das medidas impostas pelo Governo português traz a necessidade de muitos, pelas suas funções, regressarem fisicamente ao escritório, o que exige a adopção de um conjunto de medidas: desde logo limitar o número de pessoas nos espaços, mas não só.

Ou seja, devem existir procedimentos para a entrada, comportamentos a adoptar durante o expediente e serem disponibilizadas as ferramentas adequadas, o que, no conjunto, garantirá a salvaguarda de segurança e saúde de todos. Por outro lado, isto significa que tantos outros colaboradores não regressem, para já, ao seu local de trabalho e mantenham o exercício das suas funções remotamente, em casa, sendo também essencial que se sintam apoiados.

Vivendo na era digital, que será cada vez mais aprofundada. Existem já desenvolvimentos tecnológicos que permitem responder a estes desafios com que as empresas se deparam. Ou seja, nos últimos anos, a rápida implementação de automação e o surgimento de Inteligência Artificial e Internet of Things em dispositivos, plataformas ou aplicações têm vindo a possibilitar ambientes de trabalho cada vez mais colaborativos, mais móveis, mais contact less e menos dependentes de geografia.

Mais do que nunca é o momento para pensar estrategicamente a tecnologia como elemento chave na gestão dos recursos humanos e as empresas possam criar o escritório do futuro, hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

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