Como activar o modo de descanso nas férias (e desligar a síndrome do impostor)

Human Resources
31 de Julho 2025 | 08:10

Para muitas pessoas, ir de férias está longe de ser sinónimo de descanso. A ansiedade por deixar projectos em curso, o medo de perder o controlo e a dificuldade em “desligar” são sintomas cada vez mais comuns e, muitas vezes, reflexo de algo mais profundo: a síndrome de impostor.

Segundo a psicóloga clínica Filipa Jardim da Silva, «medo de não ser suficientemente competente ou de que algo corra mal na nossa ausência está muitas vezes ligado a uma autocrítica exagerada e à crença inconsciente de que temos de provar constantemente o nosso valor.»

A boa notícia é que é possível, e necessário, desconectar para recarregar. E existem estratégias para o fazer de forma responsável e saudável. Filipa Jardim da Silva partilha algumas dicas para ir de férias com a mente mais tranquila:

1. Organize-se com clareza, não com perfeccionismo 
Antes de sair, deixe um ponto de situação claro, mas não caia na tentação de antecipar tudo o que “pode” acontecer. “Muitas pessoas confundem responsabilidade com controlo absoluto. Delegar com confiança é também um sinal de maturidade profissional.”

2. Deixe orientações, não um manual de instruções 
Confie na sua equipa. Partilhe as informações essenciais e combine momentos de contacto apenas se forem estritamente necessários. Preparar um e-mail automático com os contactos alternativos e prazos realistas ajuda a evitar interrupções desnecessárias.

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3. Desligar é saudável e necessário 
Estar de férias não significa estar permanentemente disponível. “Muitas pessoas sentem culpa por não responderem imediatamente a um e-mail ou chamada. Mas o descanso é parte da produtividade. Não é um luxo, é uma necessidade.”

4. Ansiedade pela ausência? Pergunte-se: o que de pior poderia realmente acontecer? 
Muitas vezes, o medo do “e se…” é desproporcional à realidade. Identificar estes pensamentos, escrever sobre eles e confrontá-los com lógica ajuda a diminuir o seu poder.

5. Relembrar: não somos insubstituíveis e isso é uma coisa boa 
A crença de que “só eu faço bem” é uma armadilha da síndrome de impostor, que alimenta a ideia de que delegar é um sinal de fraqueza ou incompetência. Saber que outros conseguem continuar o trabalho é libertador e sinal de uma boa liderança.

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