Como promover a felicidade nas organizações?

O conceito de felicidade no trabalho afirma-se, cada vez mais, como estratégia de atracção e retenção de talento, e as organizações compreendem hoje o papel fundamental que têm na promoção dessa felicidade, como forma de potenciar a performance e eficácia dos colaboradores.

 

Por Liliana Silva, directora de Recursos Humanos da Milestone

 

Após a afirmação e reconhecimento da importância do conceito de felicidade no trabalho, parece que o desafio surge na fase da definição de uma estratégia de felicidade e bem-estar.

Deveremos começar por implementar um pack standard porque consideramos ser uma boa prática na área? Procedemos a uma análise micro ou macro?

Ou confiamos na cultura forte da nossa empresa e genuína preocupação com as pessoas, e implementamos iniciativas que consideramos que contribuem para o desenvolvimento do bem-estar e felicidade dos nossos colaboradores?

No desenvolvimento de planos de bem-estar com foco na felicidade, não deveremos esquecer a importância da dimensão positiva na vida dos indivíduos, como meio de maior satisfação pessoal e profissional.

Cada vez mais, a vertente psicológica positiva na vida dos colaboradores é uma preocupação, o que se deve em muito aos desenvolvimentos no campo do comportamento organizacional positivo (POB – Positive Organisational Behaviour), assente na psicologia organizacional positiva.

A compreensão das experiências subjectivas positivas, das características individuais positivas e, dos grupos e organizações positivas, constituem os três “pilares” da POB.

Queremos desenvolver iniciativas que sejam “apenas” experiências positivas ou, através destas, promover comportamentos positivos, como forma de potenciar o bem-estar e a performance individual e organizacional?

São várias as pesquisas que nos têm demonstrado a relação positiva entre competências psicológicas positivas, bem-estar subjectivo e satisfação com o trabalho. Os colaboradores com níveis altos de bem-estar subjectivo demonstram com maior frequência satisfação com a vida pessoal e profissional e a presença de emoções positivas, em detrimento de emoções negativas. Reconhece-se ainda ao impacto das capacidades psicológicas positivas no bem-estar subjectivo e num desempenho profissional mais profícuo.

O desafio poderá estar na forma como conseguiremos desenvolver uma estratégia de promoção de felicidade e bem-estar, tendencialmente realizadas no sentido organizacional-individual, adoptando um nível de análise micro e com um desenvolvimento de forma indutiva, partindo do individual para o geral.

Para o desenvolvimento dos colaboradores deveremos criar um contexto promotor de uma cultura colectiva de felicidade e bem-estar, mas também, apoiar um processo de desenvolvimento e capacitação do capital psicológico positivo individual.

Estamos, assim, a falar numa harmonização da relação entre o individuo e a organização e numa incrementação das capacidades psicológicas positivas dos colaboradores, de forma a alcançar os resultados mais positivos para o colaborador e para a organização.

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