Como é que os novos espaços de trabalho são importantes para o employer branding?

Human Resources
6 de Janeiro 2021 | 10:40
Como é que os novos espaços de trabalho são importantes para o employer branding?

É inevitável quando falamos de tendências e do próximo ano 2021, que não se refira a crise pandémica que estamos a viver actualmente. O seu impacto está a ser de tal forma relevante em termos “força” que o seu alcance é reconhecidamente alargado a todos os espetros da nossa vida. Incluindo o trabalho.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Por Sofia Vinagre, Head of Marketing JLL

 

Continue a ler após a publicidade

No decorrer de 2020, as empresas foram “empurradas” para uma aceleração dos processos de digitalização e tiveram a necessidade de melhorar a comunicação interna. Como se diz, “a necessidade aguça o engenho” e foi de um dia para o outro que os departamentos de Recursos Humanos e de Marketing/Comunicação tiveram de unir esforços no sentido de manter a comunidade distante ligada entre si. Essa conexão foi fundamental para ajudar os colaboradores a navegarem por águas mais agitadas, mas ao mesmo tempo manterem um sentido de pertença a um grupo/empresa, mesmo estando fisicamente afastados por um longo período de tempo, nunca antes testado. Mesmo empresas mais progressistas, nas quais o trabalho remoto já era uma realidade, sentiram a necessidade urgente de fazer chegar aos seus funcionários as mensagens relevantes e de manter um canal de comunicação aberto com todos.

Esta ligação construiu-se e fortaleceu-se em alguns casos, nas empresas que perceberam que num clima de grande incerteza o mais importante são mesmo os seus colaboradores, as pessoas que fazem o negócio.

É aqui que nasce a grande questão do employer branding. Um jargão, um estrangeirismo que nos últimos anos temos ouvido falar e ganhar importância, mas que agora – devido à pandemia – soma um novo sentido que acredito que irá manter-se em 2021. Todos fomos postos à prova e as equipas de Marketing e Comunicação não foram exceção. Mas o reconhecimento desta relevância da comunicação interna veio de cima, veio do top management. Vemos assim que o “parente pobre” do Marketing ganhou uma nova vida e reconhecimento aos olhos dos gestores das empresas que levaram a sério o employer branding, não pelo que se disse, mas sobretudo pelo que se fez. Foram as acções que fizeram toda a diferença. E quem experimentou sentiu a diferença.

Continue a ler após a publicidade

Criar uma verdadeira comunidade, despertar um sentido de pertença a um grupo, gerar envolvimento com a cultura da empresa, vestir a camisola, não se consegue tudo isto enviando apenas uma newsletter esporadicamente. Vai-se fortalecendo dia-a-dia, com várias iniciativas, como peças de um puzzle que se juntam aos poucos e todas unidas formam uma imagem maior. E ao vermos essa “big picture” ficamos mais ligados com a nossa comunidade, com a nossa empresa e sentimos uma maior ligação com a cultura e visão corporativa. Aí nasce verdadeiramente o employer branding: “Eu entendo e assumo que sou parte desta companhia!”

Agora que regressamos aos poucos a alguma normalidade – algumas empresas com mais celeridade que outras – aí encontramos um novo desafio… em que o espaço físico do escritório assumirá um novo papel. É nos espaços de trabalho que as pessoas se vão (re)encontrar e passarão a valorizar muito mais essa socialização.
O espaço físico vai desempenhar uma função que até aqui não lhe era atribuída. Tal como a comunicação interna, o local onde as pessoas estão a trabalhar será uma peça neste puzzle da relação da empresa com os seus funcionários, pois vai permitir o fortalecimento das relações entre as pessoas pelo simples facto de estarem juntas. Haverá um escritório pré-covid e um escritório pós-covid!

Continue a ler após a publicidade

Hoje, os escritórios estão a competir com o conforto do lar. Amanhã, deixarão de ser apenas uma linha de custo na demonstração dos resultados (P&L) das empresas, para serem vistos também como uma variável de atração de talento, cada vez mais uma zona de experiências entre colegas, com clientes, parceiros, etc.

Continue a ler após a publicidade

Sem dúvida que 2021 marcará um momento de viragem e de boas-vindas a novos conceitos, sendo que muito por via da tecnologia e da digitalização o imobiliário vai tornar-se numa área de socialização, inovação e criatividade. A gestão do dia-a-dia nos espaços de trabalho e a relação com esses espaços vai ter que evoluir. Os escritórios não existirão apenas para termos uma secretária cheia de papéis e tralha, pois procuraremos tirar partido da presença dos outros – para isso, serão necessárias áreas onde se possa fazer trabalho colaborativo, brainstormings, reuniões, trocar dois dedos de conversa… e acima de tudo fortalecer a ligação com a comunidade a que pertencemos.

Partilhar


Mais Notícias