Como liderar uma pessoa que não quer ser liderada

Flávia Brito
24 de Maio 2016 | 10:51
Como liderar uma pessoa que não quer ser liderada

Antes, a caminhada rumo à liderança tinha um rumo bem definido de baixo para cima. São muitos os que começaram a servir cafés e aí ficavam o tempo que fosse necessário para depois começarem a sua viagem para cima.

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Mas as coisas mudaram. Hoje a importância em relação ao “status quo” nunca foi tão relevante, o que leva a que as pessoas tenham a necessidade de serem ouvidas, valorizadas e a queiram que as suas ideias mudem a empresa. Por isso, o que é que os líderes fazem quando são os colaboradores que não querem ser liderados?

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Lute por alguma coisa

Se um líder não lutar por nada, os outros não vão lutar por nada com eles. A luta por algo, significa que toda a gente vai conhecer a missão e os valores da empresa. E vão conhecer sem necessitar de grandes explicações.

Criar sentimento de pertença

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Se os líderes conseguirem criar o sentimento nos colaboradores de que eles importam e de que são importantes cada um à sua maneira, eles vão aparecer no trabalho todos os dias e motivados.

São vários os estudos que mostram que a maioria das pessoas que deixam o seu trabalho fazem-no por não se sentirem adequadamente valorizados e apreciados. Se o líder o conseguir fazer, vai ganhar uma lealdade que é fundamental a qualquer negócio.

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Lute contra alguma coisa

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Da mesma maneira que os colaboradores se vão juntar mais facilmente ao seu líder para lutar por algo, também o vão fazer para lutar contra alguma coisa, contra um inimigo comum. E este é um sentimento que, neste caso, vai crescer a cada dia que passa.

Mantenha o divertimento

Há que valorizar as coisas que fazem as pessoas felizes. A felicidade e o divertimento não são entraves aos lucros e aos rendimentos. Pelo contrário. A falta de diversão é sinónimo de falta de motivação e a falta de motivação é sinónimo de falta de produtividade e por aí em diante.

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Pergunte-se se alguém se iria voluntariar para isto

Retire inspiração dos modelos de negócios que confiam nos voluntários. São negócios, e sistemas, onde as pessoas não se importam de dedicar o seu tempo e energia para contribuir. Onde ficam orgulhosos de ajudar.

As pessoas deviam estar orgulhosas de trabalhar na sua organização. Faça um teste: os seus colaboradores seriam capazes de vestir, orgulhosamente, uma t-shirt com o logo da empresa durante o fim-de-semana? Se encontrar a resposta a esta pergunta, encontrará outros tipos de resposta muito relevantes.

Fique obcecado com o “quê” e não com o “como”

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Ninguém gosta de trabalhar sob um regime autoritário – esses tempos já terminaram. Se é obcecado pela maneira como as coisas são feitas, pare imediatamente de o fazer. Preocupe-se com o que é que é feito. Com os resultados. Se tentar controlar tudo, vai acabar por acontecer exactamente o contrário: perder completamente o controlo.

Diga “bom trabalho” mas com significado

É impressionante os efeitos que uma pequena frase como “bom trabalho” pode provocar nos colaboradores. Diga “obrigado” também. Mas as pessoas percebem quando é dito sem significado. Fale pessoalmente com cada elemento da sua equipa para agradecer e elogiar. Certifique-se que eles sabem que está atento e valoriza o que eles fazem pela empresa.

 

 

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