A cultura de trabalho não se pode simplesmente ligar e desligar. É algo que precisa ser cultivado ao longo do tempo.
As empresas bem-sucedidas têm como base os grandes talentos. Ter um Employer Branding forte pode estar entre os activos mais fortes de uma empresa – se quiser que a sua empresa atinja os seus objectivos comerciais, tem de atrair os melhores talentos.
A marca da sua empresa reflecte o seu mercado, clientes e sucesso financeiro – mas o seu Employer Branding, a sua marca de empregador, depende da forma como os potenciais candidatos a emprego o vêem. É como eles interpretam a sua cultura de trabalho e os valores que defende enquanto empresa. Mas não se trata apenas de criar uma percepção externa específica. Tem de se certificar de que a sua marca se alinha com a cultura interna da sua empresa.
Segundo um relatório da Hired, 45% dos candidatos a emprego consideram a cultura da empresa como um factor fundamental ao procurarem um emprego e ao analisarem uma oferta de emprego. Quando um candidato olha para a sua empresa a partir do exterior, forma a sua percepção a partir das suas opiniões sobre o funcionamento interno da empresa.
Porque é que o employer branding é importante
Qualquer líder de aquisição de talentos dirá que a procura de talentos tecnológicos está mais competitiva do que nunca. Os candidatos são muito procurados em todos os sectores, o que significa que possuem a maioria dos trunfos no processo de recrutamento. Vêm munidos da transparência que as redes sociais proporcionam, e têm frequentemente acesso a informações sobre mercado e salários que os ajudam a encontrar um emprego que os entusiasme.
Quando as organizações reconhecem a distinção entre a marca da empresa e o Employer Branding, têm a oportunidade de se concentrarem num novo público – aqueles que querem juntar-se à sua missão. A marca de uma empresa tem muitas vezes como base uma ideia, não necessariamente uma realidade – uma visão para onde a empresa quer que o mundo se dirija. A marca deve ser autêntica e genuína, mas incutir uma noção de respeito e motivação. Afinal de contas, os candidatos querem alinhar- -se com uma causa que os faça sentir entusiasmados diariamente.
Coerência entre employer branding e a cultura interna
É vital dedicar tempo e espaço para definir claramente a cultura. Da mesma forma que pensa e se esforça por decidir o seu modelo de negócio, deve fazer o mesmo para a sua cultura de trabalho. É preciso ter uma abordagem mais proactiva do que reactiva, ou arrisca-se a desenvolver um ambiente de trabalho tóxico cuja rectificação exige muito mais esforço. Ao cultivar cuidadosamente a sua cultura, reduz o risco de atrair as pessoas erradas, ou de encorajar maus comportamentos.
Para criar a cultura, documente os valores fundamentais que o distinguem. Isso pode ser qualquer coisa, como a sua paixão pela tecnologia, ou o seu compromisso para com a diversidade. Certifique-se de que não cria a lista num vácuo; obtenha a adesão de diversos departamentos a vários níveis para se certificar de que o que afirma é exacto e realista. Considere trabalhar com a sua equipa de marketing para que a mensagem e o posicionamento dos seus valores sejam convincentes e se alinhem com os de quem está no lado receptor.
O percurso não pára aí. À medida que tanto o Employer Branding como a cultura evoluem com a realidade da empresa, certifique-se de reavaliar as duas para verificar se se alinham uma com a outra. Quando necessário, faça ajustamentos para garantir que coloca em prática o que afirma.
Alavancar o employer branding e a cultura para atrair talento
Os candidatos a emprego de hoje são particularmente sensíveis à forma como interage com eles. Insistem (e esperam) numa boa experiência em cada fase do processo de contratação, incluindo sourcing, contratação e onboarding. A experiência que cria desde o início para um candidato – ainda antes de interagir directamente com ele – indicará qual será a sua experiência como colaborador da empresa. Assim, terá de causar uma excelente primeira impressão, e assegurar que aquilo que sentiram no início continua ao longo de todo o ciclo de vida do recrutamento.
Uma óptima forma de começar é personalizar o seu contacto com os candidatos durante o processo de recrutamento. Cinquenta por cento dos talentos tecnológicos afirmam que uma nota personalizada os faria interagir com uma empresa. Para além das iniciativas que só a equipa de pessoas possui, um potencial candidato a emprego pode experimentar holisticamente a marca e cultura do seu empregador através dos actuais colaboradores com quem interage. Os colaboradores devem poder ser donos da cultura para a qual contribuem. A ideia de que “os RH são donos da cultura” de uma empresa não poderia estar mais longe da verdade. Cada colaborador da sua organização é responsável por compreender e representar a cultura.
No actual panorama tecnológico competitivo, os dados apontam para um facto imutável: para atrair os melhores talentos, as empresas precisam de prestar atenção ao Employer Branding e à cultura. Não o poderá fazer de um dia para o outro – mas verá a retribuição ao longo do tempo. Lembre-se, não é apenas o seu produto ou serviço que cria ou destrói o sucesso da sua organização – são as pessoas que contrata que tornam esses produtos e serviços possíveis.
Fonte: Artigo da autoria de Kelli Dragovich e Patty Mccord no site da Fast Company














