Como traduzir a revolução digital dos RH para o trabalho do dia-a-dia

A revolução digital dos Recursos Humanos já chegou e está a avançar a grande velocidade, e as organizações estão à procura de novas formas, eficazes e produtivas, de satisfazer as exigências evolutivas de fazer negócios – agilidade, acesso global 24/7, velocidade e precisão.

 

As organizações líderes sabem que precisam de perturbar ou ser perturbadas, por isso começaram a criar ambientes de trabalho inteiramente novos a que agora chamamos revolução do local de trabalho. Está a mudar a forma como pensamos e abordamos o trabalho quotidiano.

Mas como é que a disrupção dos negócios está a afectar a transformação digital dos Recursos Humanos (RH)? Comecemos com o panorama geral. O mundo dos negócios está a mudar mais depressa do que nunca. Empresas como Airbnb ou Amazon estão a transformar sectores. O Facebook não é apenas uma rede social, é a maior empresa de comunicação social, apesar de não criar conteúdos. As empresas transformadas podem criar novos sectores.

Pensem como era a vossa experiência como consumidor há cinco anos. Não mudou significativamente? Executamos diariamente funções essenciais com os nossos smartphones. Esta experiência digital de consumo é aquilo a que nos habituámos na nossa vida quotidiana. Conseguem imaginar a vida sem ela agora? Imaginem se os RH tivessem a mesma experiência de utilizador digital de fácil utilização e de consumo? Como é que isso iria mudar o nosso mundo de trabalho e o nível do nosso empenho, desempenho e contributo? Imaginem se os colaboradores estivessem empenhados em trabalhar como os consumidores estão empenhados em comprar.

 

Como é que a transformação digital afecta os RH?
Qual a correlação entre o envolvimento dos trabalhadores e a transformação digital, e como é que isso afecta os RH? A digitalização dos RH irá mudar tudo sobre a forma como trabalhamos, incluindo a natureza do nosso trabalho, estruturas de carreira, conhecimentos, trabalhadores, expectativas dos trabalhadores, e as competências necessárias para fazer o trabalho. Os trabalhadores querem uma experiência, não apenas uma carreira, e querem estar envolvidos no seu trabalho e na sua empresa.

A cultura é um elemento chave do compromisso e da transformação digital. Como é que a cultura de uma organização se torna digital? Fá-lo tornando-a inteligente, moderna e transparente. Usa redes sociais, tem ferramentas de qualidade para o consumidor prontas a usar, e é automatizada, mais rápida e dinâmica. O mais importante, está integrada no trabalho diário dos colaboradores – é um modo de vida. O momento de abraçar a transformação digital é aqui e agora.

Se recuarmos e olharmos para a evolução dos RH ao longo dos últimos 10 anos, o foco na automatização trouxe transacções de RH repetíveis, muitas vezes mais fáceis, mas que muitas vezes parecia desactualizado, fragmentado e desligado. A transformação digital não se equipara à automatização. A transformação digital cria uma abordagem de força de trabalho “integral”, para além da automação, com maior agilidade empresarial, utilização mais abrangente e eficaz de serviços inteligentes, e alavancagem e requalificação de uma força de trabalho mais diversificada.

A actividade comercial em tecnologia de RH tem crescido consistentemente ao longo dos últimos anos e espera-se que aumente mais num futuro previsível. A nova cultura de trabalho está a ser impulsionada pela mudança da cloud para a mobilidade, uma explosão na analítica e inteligência artificial, e o surgimento do recrutamento via redes sociais e de “wearables” no local de trabalho.

O efeito a longo prazo na Gestão de Pessoas deve ser positivo. O novo mantra dos RH será “Os RH não são os RH”. As ferramentas recentemente introduzidas forçarão os RH a mudar a sua mentalidade de uma concepção e implementação de programas para uma metodologia de ciclo de feedback mais interactiva e orientada para o self-service, com iterações constantes para programas. Isto aumentará a adesão e adopção dos colaboradores e resultará numa nova visão do que a experiência dos colaboradores poderia e deveria ser.

Uma realidade importante em qualquer transformação digital é que a tecnologia por si só não constrói cultura nem envolve colaboradores. A criação de um trabalho significativo será ainda mais importante do que no passado, especialmente com os millennials, que serão a maioria da população activa do futuro. Os colaboradores procuram um propósito para o que fazem no trabalho e estarão relutantes em utilizar novas tecnologias se o trabalho em si ou o conteúdo das aplicações com que interagem não for interessante, relevante e motivador. Os trabalhadores devem saber que têm espaço para criar o futuro, ao estarem autorizados a inovar.

As expectativas dos colaboradores em relação aos empregadores têm evoluído mais rapidamente do que as organizações – as ferramentas para o consumidor são as apostas mínimas. A utilização de novos sistemas é fundamental para atrair e reter os melhores talentos para o futuro. Está na altura de reimaginar e reformular o trabalho. As inovações irão afectar a forma como trabalhamos em tempo real através de uma melhor visibilidade em toda a organização, colaboração eficaz entre equipas e empresas, e eliminação de muitas tarefas manuais e processos repetitivos.

Já assistimos a mudanças significativas a acontecer nos RH. Três áreas de mudança incluem a gestão contínua do desempenho, a aquisição de talento social e o aumento da analítica de pessoas. Outras grandes mudanças estão a caminho.

 

FONTE: Site SHRM, Greg Selke, vice-presidente, HR Transformation, SAP, e Peter B. Soule, Business Transformation Executive, SAP

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