Competição Apps for Good está de volta e vai colocar alunos a resolver problemas sociais através da tecnologia

Margarida Lopes
27 de Novembro 2025 | 17:20

Estão abertas as inscrições para a 12.ª edição do Apps for Good (AFG), um programa educativo desenvolvido pelo CDI Portugal e que coloca os alunos do quinto ao 12.º ano, jovens universitários que serão futuros professores (UpComing Educators) e os próprios os professores a usar a tecnologia para resolver problemas reais da comunidade.

Assente numa metodologia de projecto, o AFG desafia equipas a identificar desafios locais, alinhá-los com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — como educação de qualidade, saúde e bem-estar, igualdade, acção climática ou cidades sustentáveis — e a criar aplicações com impacto social. Com formação para docentes, recursos prontos a aplicar e mentoria de especialistas, o programa desenvolve competências digitais, criatividade, pensamento crítico e cidadania activa, transformando ideias em soluções concretas com propósito social. As escolas interessadas poderão inscrever-se gratuitamente aqui.

Na 12.ª edição, o AFG terá a Inteligência Artificial como foco transversal. Serão disponibilizados conteúdos, desafios e mentoria específicos para apoiar as escolas na adopção de ferramentas de IA generativa e de aprendizagem automática, com foco em segurança, ética, privacidade e transparência. A abordagem privilegia a resolução de problemas reais com IA — desde análise de dados à prototipagem assistida — reforçando o pensamento crítico e a criatividade.

As escolas inscrevem-se e os professores têm acesso a formação creditada e a uma plataforma com cursos e recursos prontos a usar. Os alunos em equipa escolhem um tema ligado aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, definem um problema concreto, investigam utilizadores, desenham e concebem um protótipo da aplicação, validam com utilizadores e aperfeiçoam continuamente. Ao longo do processo, contam com o apoio de Experts — profissionais voluntários que orientam e inspiram no desenvolvimento dos projectos. O percurso culmina em competição: Encontros Regionais (Junho-Julho) e Evento Final (Setembro), onde as equipas apresentam os projectos a júris e público.

Em 2024, o AFG envolveu 158 escolas, das quais 79% integraram o programa no currículo e 69% repetiram participação. Participaram 337 professores (53% já tinham estado em edições anteriores) e 3.207 alunos: 65% do ensino regular, 31% do profissional e 4% da formação de adultos. Mais de metade dos docentes trabalhou com alunos com necessidades educativas especiais.

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«A escola é um terreno fértil. Com o Apps for Good estamos a plantar sementes que podem se transformar em percursos profissionais, projectos de vida ou até mesmo inovações que amanhã estaremos a utilizar. Aproximamos o currículo ao mundo, colocamos os alunos perante desafios reais, mostramos que a inovação não está longe e damos palco para os seus talentos», afirma Matilde Buisel, gestora do programa Apps for Good em Portugal.

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