Compromisso de aumentar peso dos salários no PIB mantém-se

Human Resources com Lusa
16 de Maio 2022 | 11:40

O secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes, afirmou que se mantém o compromisso de aumentar o peso dos salários no PIB, sublinhando que no atual contexto de incerteza não é possível definir o ritmo para o atingir.

«O compromisso do Governo é claro», disse Miguel Fontes, ressalvando que este foi «feito e alicerçado no programa do Governo» no contexto que era conhecido nessa data, mas cuja concretização se mantém, apesar das circunstâncias de incerteza actuais.

«O que posso e devo dizer é que o sentido político desse compromisso não foi alterado, é o mesmo: o da valorização dos salários e da valorização do peso dos salários no Produto Interno Bruto [PIB]», disse o secretário de Estado que foi ouvido na Comissão do Trabalho e na Comissão de Orçamento e Finanças no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

«Questão diferente é se as circunstâncias em que estamos a querer operacionalizar esse compromisso o vão permitir a um ritmo mais acelerado ou a um ritmo mais lento», referiu o governante em resposta a uma questão colocada pelo deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro, reconhecendo: seria demagogia não dizer «que não estamos obviamente em condições de dizer se é no último ano desta legislatura que iremos exatamente cumprir com essa meta ou se ela vai ter de derrapar».

José Soeiro questionou ainda a equipa do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (na qual não está presente na audição Ana Mendes Godinho por ter testado positivo à COVID-19) sobre se vai alterar a proposta da Agenda do Trabalho Digno que na anterior legislatura o Governo tinha enviado para o parlamento, mas que foi agora de novo submetida à apreciação dos parceiros sociais.

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Na resposta, Miguel Fontes reiterou que o executivo mantém o compromisso de concluir esse trabalho e «o compromisso do Governo é de respeitar aquela que foi a proposta de lei já anteriormente conhecida».

Antes, numa resposta à deputada do PCP Diana Ferreira, Miguel Fontes referiu que o Governo não vai «voltar atrás no tema de consagrar para todo o sempre instrumento de regulamentação coletiva de trabalho em que seria impossível acomodar exigências de novos tempos e de novas condições».

Considerando que o PCP «insiste em confundir precariedade com flexibilidade», referiu que o objectivo é «valorizar a negociação colectiva seja sob a forma de acordo de empresa, seja sob outro instrumento legal».

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Esta quarta-feira, no final da reunião da Concertação Social, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, reafirmou que tem como «grande objectivo concluir rapidamente» a Agenda do Trabalho Digno, embora a maioria dos parceiros sociais tenha manifestado críticas às medidas apresentadas.

A governante disse que tem «o grande objectivo de rapidamente concluir a Agenda do Trabalho Digno» e assegurou que existe «disponibilidade para melhorar o documento», indicando que os parceiros sociais ficaram de enviar contributos até dia 20, estando já agendada nova reunião para dia 25.

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