Confiança dos portugueses manteve-se acima da média europeia no primeiro trimestre deste ano

Human Resources com Lusa
23 de Junho 2020 | 13:30
Confiança dos portugueses manteve-se acima da média europeia no primeiro trimestre deste ano

A confiança dos consumidores em Portugal manteve-se no primeiro trimestre “ligeiramente acima” da média europeia, destacando-se a saúde como a principal preocupação para 30% dos portugueses, segundo um inquérito hoje divulgado.

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«Portugal obteve no primeiro trimestre do ano o valor de 90 pontos, revelando uma ligeira quebra face aos trimestres anteriores, mas mantendo a marca dos 90 pontos atingida ao longo do último ano», conclui o estudo “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen e cujo trabalho de campo terminou no final de Fevereiro, não reflectindo por isso ainda os impactos da pandemia.

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Nos primeiros meses do ano, a saúde destacou-se como «a principal preocupação» para 30% dos portugueses, destacando-se também, «com alguma relevância, mas já numa segunda posição, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal».

O emprego, que ocupava a quinta posição no trimestre anterior, surgiu como a terceira principal preocupação dos portugueses.

Os resultados do inquérito evidenciam ainda «um certo pessimismo nas perspectivas de emprego para os próximos 12 meses, já que mais de metade (56%) dos inquiridos afirmaram esperar tempos difíceis no que diz respeito a esta situação e quase metade (46%) não antevêem perspectivas positivas para as suas finanças pessoais».

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«Neste sentido, 62% dos portugueses afirmaram ter alterado os seus gastos para economizar nas despesas domésticas, sendo as principais medidas de poupança o entretenimento fora de casa (51%), gás e electricidade (50%), refeições take-away (48%), roupa (45%) e procura de marcas de alimentação mais baratas (40%)», nota.

No primeiro trimestre, o crescimento entre os bens de grande consumo em Portugal apresentou «o maior crescimento em valor dos últimos anos» (+14,5%) e o terceiro mais elevado entre os 21 países analisados no estudo, apenas superado pela Turquia (+25,4%) e pela Hungria (+17,7%), sendo que o incremento em volume (+14%) foi principal motor deste desempenho, ficando apenas atrás da Grécia.

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Citada num comunicado, a Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal, Ana Paula Barbosa, explica que «as vendas dos bens de grande consumo no primeiro trimestre de 2020 são impactadas pelo efeito da COVID-19, particularmente no que respeita ao factor volume».

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«Este período foi marcado por uma clara preocupação em armazenar produtos considerados essenciais para fazer face às medidas de confinamento instauradas», sustenta, apontando como «notória, entre as semanas nove e 11, uma preocupação entre os consumidores em encher a despensa, sobretudo visível nas categorias de cuidado pessoal, cuidado do lar e alimentos, para se prepararem para a quarentena».

Segundo refere, a semana 11 «impactou especialmente o primeiro trimestre, com um crescimento de 65% em valor em relação ao período homólogo».

No período, as marcas próprias apresentaram-se mais dinâmicas (+18,6%), embora as marcas de fabricante também tenham crescido (+12,2%), enquanto por categorias se destacam os crescimentos dos alimentos congelados (+24%), higiene do lar (+18%) e mercearia (+16%).

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