Confinamento: a gestão e motivação das pessoas foi mais afectada do que a produtividade, diz estudo

Margarida Lopes
26 de Março 2021 | 12:05
Confinamento: a gestão e motivação das pessoas foi mais afectada do que a produtividade, diz estudo

Mais de metade (57%) dos gestores afirmam que a sua empresa ficou aquém dos objectivos traçados para 2020. Por outro lado, 25% afirmam ter cumprido as metas definidas, e 18% referem tê-las ultrapassado. Os dados surgem na mais recente edição do Barómetro Kaizen.

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Entre os aspectos do funcionamento da organização que foram mais afectados pelo segundo confinamento, os gestores seleccionaram as vendas (56%), a gestão e a motivação dos recursos humanos (39%) e a produtividade (38%).

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O barómetro indica que 35% dos inquiridos afirmam que a pandemia fez com que, no primeiro trimestre do ano, a facturação da sua empresa se situasse entre 5 e 20% abaixo do orçamentado e 11% referem que o contexto levou a que a facturação fosse entre 20 e 50% inferior ao previsto.

As empresas geridas por 33% dos inquiridos cumpriram o orçamento e 15% dos inquiridos afirmaram que a facturação da sua empresa ultrapassou o previsto entre 5 e 20%.

Já o grau de confiança destes gestores na economia nacional é de 10,4, numa escala de 0 a 20, e mantém-se estável em relação ao último inquérito, em Junho, sendo ligeiramente superior em relação ao registado em Abril de 2020 (8,4).

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O mesmo barómetro revela que os inquiridos atribuem ao Governo uma nota de 9,7, numa escala de 0 a 20, pela gestão da pandemia.

Para responder ao actual contexto e tirar partido da expectável retoma da economia, quase metade dos gestores (45%) afirmam já ter iniciado ou estar a planear a revisão do plano estratégico de três a cinco anos da sua empresa.

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Já 67% dos inquiridos destacaram a agilidade organizacional como factor-chave para fazer face à retoma e para responder aos novos desafios impostos pelo cliente/mercado; 54% referiram a centralidade do cliente; e 53%, a digitalização dos processos de negócio.

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O barómetro revela ainda que 64% dos inquiridos classificam como “médio” o alinhamento de competências dos seus colaboradores face às evoluções tecnológicas, mas afirmam ter um plano de formação e de recrutamento para fazer face à transição digital. Apenas 6% dos gestores inquiridos revelam que a sua empresa não está preparada para a transição digital.

Por outro lado, 62% dos gestores mencionam, entre as principais prioridades das suas empresas na área de inovação e desenvolvimento, a revisão e aceleração dos planos de desenvolvimento de produtos e serviços. Por outro lado, 41% referem a aposta na investigação de novas tecnologias.

De acordo com o barómetro, 99% dos inquiridos referiram ainda que o Brexit teve, até agora, um impacto moderado ou nulo na sua empresa.

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A edição de Março do Barómetro Kaizen inquiriu 220 gestores de empresas que representam, no seu conjunto, mais de 35% do PIB de Portugal.

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