Há um novo chatbot controlado por pessoas que quer provar que a “conversa” humana ganha sempre à “conversa” da IA.
“Your AI slop bores me” (que poderia traduzir-se por “As tuas respostas fraquinhas de IA aborrecem-me”), foi criado pelo programador Mihir Maroju, como uma paródia aos chatbots populares como ChatGPT da OpenAI e Claude da Anthropic. Só que, em vez de fazer perguntas aleatórias, tolas e inesperadas a uma IA, o site gamificado direcciona as suas perguntas para uma pessoa aleatória real.
“Num mundo ameaçado pela IA que rouba o seu emprego, salve a humanidade roubando o emprego da IA”, lê-se na descrição do site.
Segundo Maroju, a inspiração veio da «frustração com a arte feita por IA e a sua proliferação, que piora a vida dos artistas e também enche a internet de lixo genérico e de baixa qualidade». Foi também uma tentativa de «trazer de volta a vibração da internet dos velhos tempos», disse Mihir Maroju à Fast Company.
Até agora, está a funcionar. Em apenas uma semana, o site acumulou cerca de 50 milhões de visualizações e conta actualmente com 16.000 utilizadores simultâneos. Maroju diz que os últimos dias foram dedicados à actualização dos servidores do site — «ao ponto de o data center já não ter unidades de CPU disponíveis».
“Your AI slop bores me” pode estar a correr em servidores, mas especializa-se no tipo de ridículo que só os humanos conseguem recriar.
Como funciona este jogo de chatbot controlado por humanos?
“Your AI slop bores me” é essencialmente um sistema de troca pela criatividade humana, em formato ChatGPT.
Ao aceder ao site pela primeira vez, cada utilizador recebe dois créditos gratuitos para pedir a outro utilizador que escreva ou desenhe algo. Quando estes créditos acabam, pode ganhar novos “assumindo o papel da IA”, ou seja, respondendo a perguntas e fazendo desenhos solicitados por outros utilizadores num limite de tempo.
Cada sessão de interpretação no papel da IA rende dois créditos que podem ser usados para descobrir, por exemplo, se a ida à Lua foi mentira, ou para pedir a imagem de um elefante a usar um chapéu.
Para aqueles que inevitavelmente tentarem utilizar esta interface para o mal, Maroju afirma que a sua equipa implementou várias medidas de segurança.
«Sabíamos que isso seria um problema quando o site crescesse, e agora temos uma combinação de moderadores automatizados e humanos para garantir que ninguém estraga a diversão dos outros. Também temos um sistema de classificação e impressão digital para garantir que exibimos e recompensamos as publicações de alta qualidade e mantemos o spam baixo.»












































































































































































































