As empresas da região do Médio Oriente estão a esforçar-se para adaptar as suas cadeias de abastecimento, alterar as rotas logísticas e priorizar a segurança dos colaboradores. Segundo o Business Insider, os recrutadores de tecnologia afirmam que alguns clientes suspenderam as contratações, enquanto outros afirmam que os expatriados procuram empregos que lhes permitam mudar-se para a Europa e a Ásia.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) tornaram-se um pólo cada vez mais importante no Médio Oriente para as empresas tecnológicas se ligarem a grandes fontes de financiamento, clientes e talentos. Durante cerca de uma década, os estrangeiros representaram cerca de 90% da população do país. Cerca de metade são trabalhadores de escritório, alguns dos quais estão agora a reavaliar os seus planos à medida que o conflito continua.
Vahid Haghzare, director da Silicon Valley Associates Recruitment, com sede no Dubai, revelou que as candidaturas a vagas de emprego caíram a pique desde o início da guerra. «Até recentemente, o volume era avassalador. A equipa da SVA Recruitment recebia mais candidaturas dos Emirados Árabes Unidos do que aquelas que conseguíamos processar, e o meu próprio escritório privado estava sempre com a agenda cheia de executivos a consultar sobre a mudança para a região.»
«Honestamente, nunca vi a situação tão calma», acrescentou. A sua empresa opera na Ásia e nos Emirados Árabes Unidos e as contratações regionais também estão a ser canceladas.
Zahra Clark, responsável pela região do Médio Oriente e África da Tiger Recruitment, garante que os clientes ainda estão a contratar, mas estão a tornar-se mais selectivos e a dar prioridade a funções-chave.
Enquanto isso, os expatriados procuram regressar à Ásia ou à Europa.
«É muito semelhante ao que a nossa empresa vivenciou em Hong Kong durante os protestos de 2019 e as restrições da Covid — as mesmas preocupações, as mesmas dúvidas», disse Vahid Haghzare. «Em períodos de incerteza, os expatriados internacionais têm normalmente menor tolerância ao risco, e estamos a ver este padrão repetir-se aqui.»
Os habitantes locais estão a ficar, o que lhes dá uma vantagem, realçou Haghzare. A concorrência caiu drasticamente devido ao menor número de candidaturas estrangeiras, e ao facto de os estrangeiros não poderem viajar para a região.
O recrutamento voltou ainda a adoptar medidas semelhantes às da pandemia. «Estamos a ver mais entrevistas a serem realizadas online, com o onboarding a ser feito também de forma mais flexível e remota», disse Clark, da Tiger Recruitment.












































































































































































































