Contratações em cibersegurança estagnam e formação interna aumenta

O 2026 Global Cybersecurity Skills Gap Report da Fortinet mostra que as contratações em Cibersegurança estagnaram e 60% das empresas da área consideram que o maior desafio no recrutamento é encontrar talento com experiência específica em Inteligência Artificial (IA).

Margarida Lopes
15 de Maio 2026 | 12:20

Já 92% planeiam investir em formação ou certificações em cibersegurança relacionadas com IA nos próximos 12 meses.

As organizações procuram competências em desenvolvimento de modelos de IA (55%), supervisão de ferramentas de IA (54%) e automação da segurança (52%) e 59% estão a desenvolver programas internos de formação e reskilling; 52% recorrem a formação disponibilizada por fornecedores da indústria.

O estudo revela também que a falta de competências em cibersegurança, em parte resultante de investimento insuficiente em talento, continua a ser uma das principais causas de incidentes de segurança graves nas empresas. Apesar das equipas de suporte estarem a utilizar ferramentas de defesa baseadas em IA, torna-se fundamental o upskilling e reskilling para maximizar o valor deste tipo de tecnologia. Mesmo com lacunas no investimento, existem esforços intencionais para atrair e reter talento de topo em cibersegurança.

O inquérito global revelou que 86% das organizações reportaram um ou mais incidentes de segurança nos últimos 12 meses e 52% afirma que os ataques lhes custaram mais de um milhão de dólares, face a 38% em 2021.

Pelo terceiro ano consecutivo, os líderes de TI identificam a falta de competências em cibersegurança como uma das principais causas de incidentes de segurança (56%). Cerca de 51% dizem necessitar sobretudo de competências sénior em cibersegurança, mas 49% afirmam ter dificuldades em obter aprovação para contratar mais talento nesta área. Este dado é particularmente relevante quando 50% referem que executivos e até membros do conselho de administração sofreram penalizações após ciberataques.

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A adopção de IA nas empresas gera riscos, apenas 50% dos líderes consideram que os membros do conselho estão “totalmente conscientes” dos riscos associados à utilização de IA.

Pode estar a surgir uma nova lacuna de competências: 63% esperam uma maior necessidade de funções ligadas à supervisão e governação da IA nas equipas de cibersegurança nos próximos três anos.

Apesar das lacunas, o investimento em certificações aumenta e 92% dos inquiridos afirmam que pagariam certificações de cibersegurança para os seus colaboradores, comparando com 73% em 2025.

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Em relação às iniciativas dedicadas à identificação e desenvolvimento de talento, 92% utilizam estágios, programas de aprendizagem e parcerias para atrair grupos sub-representados; 71% definem metas formais de contratação focadas nesses perfis.

O estudo revela que 91% já utilizam ou estão a testar soluções de cibersegurança baseadas em IA.O grau de cepticismo em relação à IA diminuiu para 38%, face a 43% no ano anterior. E 84% afirmam que estas ferramentas tornam as equipas de TI e segurança mais eficientes. No entanto, 44% consideram a defesa contra ataques potenciados por IA uma das principais preocupações.

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