Convergência salarial entre homens e mulheres aumenta

Delta Coders
15 de Janeiro 2013 | 13:21

salarioDe acordo com a Comissão Europeia, esta convergência salarial acontece à custa da degradação do mercado de trabalho.

Tendências que, diz a Comissão Europeia, “podem ser invertidas assim que a crise terminar” – se os sectores que historicamente mais agravam as disparidades salariais de género voltarem a crescer sem a preocupação de ser eliminado este fosso no mercado de trabalho.

Sendo assim, para a Comissão Europeia, não se registaram melhorias estruturais no mercado de trabalho, houve sim uma deterioração das condições económicas em sectores onde predomina a mão-de-obra masculina.

Na “Análise Trimestral do Emprego e da Situação Social na União Europeia”, dada a conhecer pelo jornal Público, o executivo comunitário adverte que a redução das disparidades naquele período não é estrutural. Por ser um declínio “de natureza temporária”, esta é uma tendência que poderá inverter-se quando houver uma melhoria das condições económicas.

Segundo o relatório, a diminuição das disparidades deveu-se principalmente ao facto de os sectores tradicionalmente masculinos, como a indústria e a construção, terem “perdido terreno” por causa da crise económica, com consequências para a força de trabalho que neles é a maioria. A indústria, por exemplo, é um dos sectores que mais contribuem para as disparidades salariais entre homens e mulheres. Como foi um dos que mais sofreram o impacto da crise económica, afirma a Comissão, é um dos que mais contribuíram para a degradação das condições da força de trabalho masculina.

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 Um relatório da Comissão de 2002, recordado na análise agora conhecida, alertava para a marginalização das mulheres em determinadas áreas profissionais, com uma elevada concentração feminina em ocupações com salários mais baixos e “considerados muitas vezes sectores e ocupações com baixa produtividade”.

 O jornal Público adianta ainda que: o peso da mão-de-obra qualificada aumentou mais entre as mulheres do que entre os homens: enquanto a formação superior das mulheres aumentou em termos nominais 7% entre 2008 e 2010, nos homens a progressão foi de 4%. Ao mesmo tempo, ao trabalho temporário estão associadas expectativas salariais mais baixas. E como o emprego temporário estabilizou entre os homens e diminuiu entre as mulheres, também este deve ser um factor importante a ter em conta, sustenta ainda a Comissão.

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