Conversas sobre Employer Brand: O sector das Telecomunicações em destaque (com vídeo)

O sector das telecomunicações torna-se particularmente importante numa altura em que é através destas tecnologias que são encurtadas as distâncias. Para melhor perceber os desafios que enfrenta, a Randstad juntou numa mesa redonda Luísa Pestana, administradora das áreas de Recursos Humanos, Infraestruturas e Responsabilidade Social da Vodafone Portugal, Isabel Borgas, People and Organization Director na NOS, e Pedro Empis, director de Outsourcing da Randstad Portugal.

 

No estudo Randstad Employer Brand Research 2021, recentemente divulgado, o sector das telecomunicações ocupa o 11.º lugar em matéria de atractividade para trabalhar. No top 3 de EVP (Employer Value Proposition) encontra-se em primeiro lugar o critério de saúde financeira, que é o sexto da preferência global dos portugueses; em segundo lugar, o critério de Covid-19 local seguro para trabalhar, que é o oitavo mais importante para os portugueses; e em terceiro lugar o critério de boa reputação, o 16º de maior relevância para a generalidade dos inquiridos no estudo da Randstad. Neste sector, a empresa mais atractiva para trabalhar é a Vodafone Portugal.

Se tiver interesse em conhecer o estudo na íntegra, solicite aqui.

Em destaque:

  • Sobre a atractividade do sector para trabalhar, os intervenientes consideram que temas como a Transformação Digital, o comércio eletrónico, a cloud ou a IoT, por exemplo, podem fazer com que haja um maior interesse por parte de públicos qualificados e camadas mais jovens pelo sector das TI quando comparado com o sector das Telecomunicações. Ainda assim, depende dos perfis que o sector procura. Outra razão apontada para a menor atractividade deste sector face ao das TI é o facto dos intervenientes considerarem que as telecomunicações são mais facilmente notícia por aspectos menos positivos do que pelo lançamento de novos produtos ou por investimentos em inovação. O lançamento do 5G poderá ser uma oportunidade em termos de atracção de talento.

 

  • Relativamente ao employer branding das marcas de telecomunicações, a Vodafone lançou há cerca de um mês a campanha “Together We Can”, que tem por objectivo mostrar que juntas, as pessoas e as tecnologias podem fazer coisas fantásticas para a sociedade. Há muito que a Vodafone está orientada, internamente, pelo propósito de ter um impacto positivo na sociedade, mas estes valores associam-se agora também à percepção externa da marca, segundo Luísa Pestana. As gerações mais jovens estão hoje muito mais interessadas no impacto das empresas na sociedade.

 

  • Do lado da NOS, é cada vez mais importante a experiência oferecida ao colaborador, mas Isabel Borgas destaca também a capacidade de construir uma proposta de valor que vá em linha com o sentido de propósito e com a marca que cada um quer deixar para o futuro. Trata-se não só de ter um trabalho, mas de fazer a diferença e cada colaborador ter parte activa na construção dessa diferença.

 

  • Sobre o futuro, não é claro o tipo de talento que o sector das telecomunicações estará a contratar daqui a cinco anos. No entanto, é possível antecipar que serão perfis mais ligados às áreas de TI, data, analytics, etc, impulsionados pela revolução tecnológica que aí vem. Será também essencial associar a estas hard skills outras competências sociais porque será necessário liderar equipas à distância e ter um trabalho mais colaborativo.

 

  • Também no sector das telecomunicações o trabalho remoto fará parte da proposta de valor das empresas porque esta será uma exigência dos colaboradores, não necessariamente em regime remoto integral, mas pelo menos parcial. Isto tornará o mercado de trabalho mais global, sendo possível contratar pessoas que estão noutros países, e também empresas estrangeiras contratarem em Portugal para funções à distância.

 

  • Os novos modelos de trabalho podem não ser, no entanto, sustentável no futuro, devido ao blend de vida pessoal e profissional, que está a por em causa o direito ao desligamento. Os intervenientes concordam que o modelo de trabalho remoto, sendo parte importante do futuro do trabalho, precisa de alguma regulação.

 

Assista aqui ao debate, na íntegra:

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