A situação é particularmente expressiva em alguns distritos do interior do país. Beja regista 83% de pedidos sem resposta, seguindo-se Portalegre (82%), Bragança (67%), Faro (55%) e Leiria (51%). Estes números sugerem que, precisamente em zonas onde a gestão de combustível assume especial relevância, muitos proprietários enfrentam dificuldades em contratar empresas ou especialistas disponíveis.
Em termos absolutos, Lisboa concentra 18% dos pedidos registados na plataforma, seguida do Porto (17%), Setúbal (9%) e dos distritos de Leiria e Santarém, ambos com 8%. A maior pressão sobre o mercado está também a reflectir-se nos preços. Em Julho, o custo médio de uma limpeza de terrenos ascende aos 555 euros, acima dos 495 euros registados em Maio de 2025, o que representa um aumento de cerca de 12%.
Para Alice Nunes, directora de Novos Negócios da Fixando, «os dados mostram que muitos proprietários continuam a adiar a limpeza dos terrenos até ao último momento. Essa concentração da procura cria um estrangulamento no mercado, reduz a capacidade de resposta dos profissionais e pode comprometer uma prevenção eficaz. A gestão de combustível deve ser encarada como um trabalho planeado ao longo do ano, e não apenas quando o risco de incêndio já é elevado».














