COVID-19: 10 passos para uma empresa resistir à passagem de um surto viral

Com o número de casos a aumentar exponencialmente em Portugal, a Mercer lançou um guia com dez “mandamentos” que todas as empresas devem seguir.

 

Por Tiago Pimentel, director de Marketing e Comunicação da Mercer Portugal

 

A 30 de Janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 –identificado inicialmente na província chinesa de Hubei, em Dezembro do ano passado – como uma emergência a nível internacional.

Todos os dias recebemos as notícias de mais e mais números, tornando o cenário assustador com casos espalhados por 110 territórios. Em Portugal, os números crescem de dia para dia e, desde esta semana, foi declarada a situação de pandemia .

Este surto infecta já milhares de pessoas em todo o mundo e o impacto é muito elevado em termos económicos e sociais.

É, por isso, imperativo que todas as empresas estejam preparadas e estejam a tomar medidas para o impacto deste surto ao nível da protecção das suas pessoas e do negócio. Esta preparação inclui a implementação e a revisão de políticas que garantam a saúde e a segurança dos colaboradores, negócio e comunidade.

O estudo “Business reponses to the COVID-19 outbreak” realizado pela Mercer, divulgado em Fevereiro, mostrou que grande parte das empresas respondentes não revelavam – até àquela data – qualquer sinal de alarme.

De acordo com os resultados deste estudo, apenas 33% das empresas respondentes afirmavam estar a acompanhar a situação para determinar a necessidade de trabalhar remotamente a partir de casa; já 58% admitia ter encerrado os escritórios e fábricas a operar na China, tendo, inclusivamente, 42% referido que o mesmo sucedeu até ao dia 10 de Fevereiro.

Ora, se o estudo fosse realizado aos dias de hoje, acreditamos que o resultado seria bem diferente. Em Portugal já é generalizado a adopção de medidas de prevenção, contudo, se há empresas mais bem preparadas para accionar os seus planos de contingência, outras infelizmente têm menos capacidade.

Temos perfeita consciência que cada caso é um caso e existem realidades muito distintas, mas é altura de agir, porque se trata de um caso de saúde pública e todos temos um papel crucial na proteção das pessoas, as suas famílias e comunidade.

A Mercer lançou, este mês de Março, um guia a todos as empresas: “10 considerações para proteger as suas pessoas”.

Este guia revela 10 “mandamentos” que as empresas deverão ter em consideração para que se consiga – não só para esta situação em que vivemos actualmente, como também para as futuras que vão surgir – aprender e construir uma maior capacidade de resistência no futuro. Assim, de acordo com o presente guia, importa:

1) comunicar internamente com todos os colaboradores;

2) promover mecanismos de suporte alternativos;

3) providenciar benefícios na protecção de riscos e assistência médica;

4) estipular acordos com centros de saúde/clínicas locais ou próximas à empresa;

5) gerir as viagens de negócio – limitando ou cancelando, se necessário;

6) colaborar com as autoridades de saúde locais, caso algum colaborador tenha estado numa das zonas infectadas;

7) testar cenários para uma possível adopção de trabalho flexível a partir de casa;

8) criar soluções de trabalho flexível e remoto;

9) estar consciente da volatilidade de pensões e fundos de activos;

10) criar e implementar um plano de contingência pandémico.

 

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