A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) reclamou hoje incentivos à contratação de profissionais e ao emprego no sector, alertando que a escassez de recursos humanos pode vir a ser «um travão à recuperação».
«É fundamental que sejam criadas políticas de incentivo à contratação de profissionais e ao emprego nos nossos sectores, para que a escassez de recursos humanos não constitua um travão à recuperação económica das nossas actividades», refere a associação no seu boletim diário.
Lembrando que, ao longo dos últimos meses, tem vindo a alertar «de forma constante para a problemática da falta de trabalhadores no turismo», a AHRESP salienta que o último inquérito ao sector revela que «32% das empresas de alojamento e 67% de restauração já sentiram necessidade de contratar novos colaboradores este ano».
«Contudo, 78% das empresas de alojamento e 91% na restauração sentiram dificuldades no recrutamento», realça.
Citando dados do Banco de Portugal, a associação nota que, no início da pandemia, o número de desencorajados (indivíduos sem emprego que, embora estivessem disponíveis para trabalhar, não procuraram activamente emprego) aumentou em cerca de 150 mil, «um aumento sem precedentes em termos de magnitude e rapidez».
«Nos meses seguintes observou-se uma reversão significativa deste aumento, que se completou no segundo trimestre de 2021», recorda, apontando, contudo, o facto de no final do primeiro semestre de 2021 a composição dos desencorajados por escolaridade e idades revelar «algumas alterações face aos valores observados antes da pandemia».
Entre elas alterações, a AHRESP destaca «o aumento da idade mediana e a maior percentagem de desencorajados com ensino superior», assim como «um aumento da percentagem de novos desencorajados provenientes do comércio e do alojamento e restauração».
Recorde-se que em 17 de Outubto, em declarações à Lusa, o presidente do Vila Galé afirmava que o grupo continua a debater-se com a falta de recursos humanos.
Em declarações à Lusa, Jorge Rebelo de Almeida diz que este ano houve efectivamente mais dificuldades de recrutamento para funções operacionais nas unidades hoteleiras e que, assim sendo, no início de 2022 o grupo vai iniciar um plano de recrutamento que deverá incluir várias iniciativas desde o recrutamento de jovens à procura do primeiro emprego, programa de estágios curriculares e programas de intercâmbio Portugal-Brasil.














