A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) lamentou hoje o encerramento da Linha de Apoio à Tesouraria para Micro e Pequenas Empresas do Turismo COVID-19, medida para combater efeitos da pandemia no sector.
Lamentando o encerramento da linha de crédito, que chegou ao limite do seu orçamento, a associação enaltece, no entanto, o alargamento do prazo de reembolso da linha, de dois para quatro anos, reduzindo para metade as exigências de reembolso das empresas sobretudo este ano e no próximo, diferindo-as sem penalizações para 2024, 2025 e 2026.
«A AHRESP lamenta o fim deste mecanismo de apoio à tesouraria, um dos que ainda se mantinha em vigor, com acesso simples, célere e capaz de responder rapidamente às necessidades de tesouraria das empresas do sector», afirma em comunicado hoje divulgado.
Não obstante, a associação defende que «o alargamento do prazo de reembolso revela-se uma medida determinante» para as empresas do alojamento turístico e da restauração e similares conseguirem diminuir o esforço financeiro, num momento em que considera estarem «numa fase muito inicial» da sua recuperação.
Esta linha de apoio foi criada em março de 2020 e o seu encerramento foi comunicado na sexta-feira, em comunicado publicado na página de internet do Turismo de Portugal e também divulgado pelo Ministério da Economia, informando que a linha de apoio permitiu manter 41.325 postos de trabalho no sector, nos últimos dois anos, e conceder apoios à tesouraria de 8896 micro e pequenas empresas do sector do turismo, num total de 170 milhões de euros, correspondentes a 17 mil candidaturas aprovadas.
De acordo com o comunicado do Governo, 60% do financiamento ao abrigo desta linha de apoio destinou-se a empresas de restauração, 23% a empresas de alojamento turístico, 10% a agências de viagens e 6% a actividades de animação turística e organização de eventos.














