Cerca de 96 mil empresas pediram compensação pelo aumento do salário mínimo

Human Resources com Lusa
13 de Julho 2021 | 11:55

Cerca de 96 mil empresas pediram a compensação pelo aumento do salário mínimo nacional em 2021 e três mil reclamaram pela forma como foi contabilizada a remuneração, disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

 

«Houve um conjunto de empresas que apresentaram uma reclamação relativamente à forma como estava quantificado o seu salário mínimo», reconheceu, adiantando que «em 96.000 empresas que pediram a compensação, 3000 chamaram a atenção para algumas discrepâncias».

«Para essas tentaremos proceder ao acerto, às outras tentaremos proceder ao pagamento o mais rapidamente possível», garantiu, alguns dias depois de terminar o prazo para as empresas se candidatarem a este apoio que devolve às empresas parte do acréscimo de encargos com a Taxa Social Única (TSU), que a subida do salário mínimo implica.

Na semana passada, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) alertou que centenas de empresas, empregando mais de 100 mil pessoas, estavam excluídas da compensação pelo aumento do salário mínimo de 2021.

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«A dois dias de terminar o prazo para as empresas se candidatarem ao apoio negociado com o Governo para compensar o aumento do salário mínimo de 2021, centenas de empresas de vários sectores, que empregam mais de 100 mil pessoas, veem-se excluídas desta compensação», avisou a CCP em comunicado.

Segundo salientou, esta situação foi «assinalada várias vezes» pela CCP em sede de Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) e novamente referida pelo presidente da confederação à Ministra do Trabalho.

De acordo com a CPP, a situação «penaliza de forma totalmente injusta e injustificada dois tipos de situações muito comuns em empresas do comércio ou dos serviços»: os sectores cujos contratos colectivos preveem um salário mínimo sectorial indexado e majorado em relação ao salário mínimo nacional (por exemplo, o acordo colectivo das empresas de limpeza prevê um salário mínimo 0,5% superior ao salário mínimo nacional); e as empresas em que os trabalhadores são remunerados pelo salário mínimo, mas que por força das suas funções recebem abono por quebras de caixa.

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«No primeiro caso – explicou – a discriminação desincentiva os setores a pagarem acima do salário mínimo nacional».

Já no segundo caso, «estão a penalizar-se trabalhadores com uma função específica que os obriga a assumir falhas de tesouraria».

Em Janeiro deste ano, o salário mínimo nacional aumentou 30 euros, passando para 665 euros, tendo o Governo como objectivo que atinja 750 euros no final da legislatura.

Durante o processo de negociação com os parceiros para a fixação do salário mínimo nacional em 2021, o Governo anunciou a criação de uma medida para devolver às empresas parte do acréscimo de encargos com a Taxa Social Única (TSU), que a subida do salário mínimo implica, e que se traduzem em 7,13 euros mensais no caso dos 30 euros.

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