COVID-19. Mais de metade das empresas mantém planos para eventos e acções de activação em 2020

Quase todas (94,4%) as empresas confirmam o impacto da pandemia nas estratégias de marketing e comunicação, e 34,9% afirma que está a alterar toda a estratégia de comunicação. A conclusão é do estudo “Covid-19: The Day After Survey”, do grupo YoungNetwork, que analisa o impacto da pandemia nas estratégias de marketing e comunicação das empresas.

 

Analisando o comportamento e perspectivas para o futuro pós-crise, o estudo permitiu concluir que a COVID-19 impactou de forma transversal as empresas, não havendo uma clara distinção entre áreas de negócio, regiões ou mercados.

A estratégia de comunicação foi assumidamente afectada e 67,1% das empresas confirma cortes significativos no orçamento que tinha definido para este ano. 16,7% com redução acima de metade do seu orçamento, 25,2% até um quarto do budget e a mesma percentagem verifica-se nas empresas que vão cortar até 50%.

Já 28,7% afirma não prever redução e 4,2%, em contraponto, reforçou o orçamento nesta fase.

O estudo revela ainda que as empresas acreditam num 2021 mais positivo, com 63,6% a revelarem que vão manter o orçamento de marketing.

Os eventos e acções de activação continuam a fazer parte dos planos para 2020 para 58% das empresas, embora 42% assumam o adiamento para já; ao mesmo tempo que 41,2% apostam em eventos mais digitais.

De acordo com o mesmo estudo, durante a quarentena, os canais digitais foram reforçados e tornaram-se a ferramenta de comunicação mais utilizada (57,9%), logo seguida pela comunicação interna (31,7%), que foi a preferida por grande parte das empresas com mais de 100 colaboradores.

Entre as principais conclusões, destaque também para o balanço positivo do teletrabalho na manutenção da actividade, durante o período de isolamento social (90,9% das empresas respondeu positivamente).

Contudo, apesar de 32,2% considerar recorrer a este modelo de trabalho após o período de crise, 54,6% das empresas (sobretudo as com mais de 500 colaboradores) ainda não decidiram se o vão manter e 8,4% respondeu que não faz parte dos planos.

Realizado entre 14 e 28 de Abril, este estudo resulta de um inquérito a 243 empresas de vários sectores de actividade, de todas as dimensões e a operar em Portugal.

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