COVID-19. Médicos reformados queixam-se de barreiras administrativas que os impedem de ajudar

Human Resources com Lusa
8 de Fevereiro 2021 | 11:00

Mais de uma centena de médicos, alguns reformados, escreveram uma carta à ministra da Saúde a queixarem-se das barreiras administrativas que lhes foram levantadas quando se ofereceram para ajudar como voluntários o Serviço Nacional de Saúde.

Sublinhando que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) «vive um dos seus períodos mais exigentes de sempre», situação na qual «todos são precisos e ninguém é dispensável», os médicos dizem-se dispostos a ajudar, que já se ofereceram, mas que forem levantadas barreiras administrativas e ao trabalho voluntário.

Na carta, enviada também ao primeiro-ministro e ao presidente da República e cujo primeiro signatário é o médico Gentil Martins, dizem que milhares responderam ao desafio lançado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, que «a lista foi enviada ao Ministério da Saúde» e que «nada aconteceu ou foi colocado um conjunto de barreiras administrativas inexplicáveis, entre as quais a recusa de trabalho voluntário».

«Somos um conjunto de médicos, alguns reformados, mas ativos. Queremos ajudar e declaramo-nos presentes», afirmam, sublinhando que os médicos «têm estado nas primeiras linhas do combate à COVID-19», assegurando não só a frente de batalha, mas também «garantindo o apoio a todos os doentes não covid».

«Mas somos poucos para tanto que está a atingir a nossa saúde e o nosso SNS», lamentam os clínicos, dizendo que mantêm a «vontade de participar activamente no combate à pandemia», «na educação para a saúde das populações», «nos inquéritos epidemiológicos», «no trace covid», «no apoio à vacinação» e «nos hospitais de campanha».

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Na carta, os médicos consideram incompreensível não terem sido chamados a participar «quando os hospitais e centros de saúde começam a claudicar por cansaço» e a «saúde pública todos os dias alerta para a falta de recursos».

«Estamos aqui e queremos ajudar neste combate. Lutando com toda a nossa energia e materializando tudo aquilo que afirmámos no nosso Juramento de Hipócrates», afirmam, pedindo aos governantes que assumam que é necessário o esforço de todos e que «o exército pode ser reforçado».

«Os portugueses não entenderão que se continue a não aceitar a nossa presença e que a nossa participação seja dificultada por burocracias inexplicáveis», consideram, pedindo que a sua ajuda seja considerada como voluntária.

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E concluem: «É com esse estatuto que nós desejamos organizar e participar nesta luta. Aguardamos saber onde somos precisos e onde nos devemos apresentar».

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