O número de concelhos em risco extremo devido ao número de casos de COVID-19 quase triplicou nos primeiros 12 dias de Janeiro, passando de 57 para 155, segundo a análise divulgada sobre a incidência cumulativa.
Segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), 155 concelhos registaram uma taxa de incidência de casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus superior a 960 por 100 mil habitantes, entre 30 de Dezembro de 2020 e 12 de Janeiro.
No último relatório da DGS, com dados relativos ao período entre 23 de Dezembro e 5 de Janeiro, havia 57 concelhos com incidência de casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus superior a 960 por 100 mil habitantes.
Destaque, nomeadamente, para nove das 18 capitais de distrito com risco extremo, entre elas a capital do país, Lisboa, mas também Coimbra, Setúbal, Braga, Bragança, Beja, Guarda, Viseu e Évora.
O risco muito elevado (480 a 960 casos por 100 mil habitantes) também disparou de 69 para 108 municípios e, pelo contrário, os concelhos com risco elevado (240 a 480 casos; o segundo nível menos preocupante de risco) desceram de 132 para apenas 16.
O risco moderado (abaixo de 240 casos) também diminuiu de 50 para 30 municípios.
Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa «corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada».
Com zero casos de infecção estão quatro concelhos, menos três em relação aos dados anteriores, Corvo, Lajes das Flores, Lajes do Pico e São Roque do Pico, nos Açores.
Os dados da pandemia por concelho podem ser consultados aqui.














