O primeiro-ministro explicou que as medidas do plano de desconfinamento, anunciadas esta quinta-feira, estarão sujeitas a uma reavaliação quinzenal de acordo com a avaliação de risco adoptada.
«Essa avaliação de risco tem por base dois critérios fundamentais, consensualizados entre os diferentes especialistas. Por um lado o número de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias, por outro lado a taxa de transmissibilidade medida através do famoso Rt, que nos tem acompanhado desde o início da pandemia», começou por explicar António Costa.
O governante disse que «este é um nível risco bastante mais exigente face àquele que adoptámos no passado», altura em que o risco extremo estava nos 960 casos por 100 mil habitantes e o moderado nos 240, «pois aquilo que era o limite mínimo é agora o máximo e as medidas terão de ser revistas sempre que ultrapassarmos o número de 120 novos casos por dia 100 mil habitantes a 14 dias, ou sempre que o Rt ultrapasse o 1».
«Ao dia de hoje estamos com 105 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias e temos um Rt de 0,78 é por isso um ponto sensivelmente correspondente aos critérios determinados. Aquilo que iremos medir de dois em dois dias (altura de cálculo do Rt) é como é que evoluem os números», explicou.
«Se os números evoluírem no sentido descendente significa que o risco da infecção está a diminuir e podemos estar confortáveis com as medidas que adoptámos, e podemos mesmo pensar em alargá-las», refere o governante.
No entanto, António Costa alertou que «se houver um maior índice de transmissibilidade temos de tomar medidas cautelares para impedir que a situação da pandemia se degrade e se subirmos acima dos 120 temos de tomar medidas».
No pior cenário, em que o número de novos casos é superior a 120 e o risco de transmissão maior do que um, «entramos numa zona vermelha, que implica não só não podermos progredir, mas como temos de adoptar medidas de regressão», concluiu o governante.













