Covid-19: UGT e CGTP disponíveis para negociar novas formas de trabalho

Margarida Lopes
17 de Abril 2020 | 18:40
Covid-19: UGT e CGTP disponíveis para negociar novas formas de trabalho

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) destacaram, em entrevista ao “Fórum TSF”, nesta sexta-feira, que o Governo tem de criar condições para que seja garantido o distanciamento social e a higienização das empresas quando estas voltarem a abrir portas.

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O secretário-geral da UGT defendeu que são precisas novas formas de trabalho para a reabertura faseada da economia. «Daí que a UGT esteja disponível para discutir em sede de concertação social, com o Governo e com os empresários, a forma de ultrapassar estas questões sem colocar em causa direitos e rendimentos de quem trabalha», assegurou Carlos Silva.

A líder da CGTP, por sua vez, disse que «terá de ser garantido que os trabalhadores não perdem retribuição nem ficam com os seus horários completamente desregulados». Para Isabel Camarinha, esta é uma situação que terá de ser vista «caso a caso, empresa a empresa ou sector a sector», porque «há normas e direitos de organização dos horários de trabalho que estão consagradas na lei, na contratação colectiva, que têm de ser respeitadas».

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Sublinhou ainda que devem ser dadas garantias de «distanciamento entre os trabalhadores, equipamentos de protecção individual e higienização» das empresas. «Tem de haver orientações específicas sobre essas matérias e têm de ser garantidas. Não podemos retomar sem tomar as medidas necessárias de prevenção e de protecção dos trabalhadores», afirmou.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 581 casos de infecção por Covid-19 (19.022) e mais 28 vítimas mortais (657),  segundo o último relatório epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde, divulgado nesta sexta-feira, dia 17 de Abril.

Em Portugal, o decreto presidencial que prolonga até 2 de maio o Estado de Emergência iniciado em 19 de Março foi aprovado e prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

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De acordo com o último balanço da Agence France-Press, a partir de dados oficiais, foram registadas 145.673 mortos e pelo menos 2.182.740 casos de infecção em 193 países. Pelo menos 474.900 doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

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Fonte: Executive Digest

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