Coworking ou hot desking para quem não quer (ou não precisa) de um escritório?

Margarida Lopes
16 de Abril 2021 | 14:30

A ideia de zonas de trabalho partilhadas não é nova e teve uma crescente adesão em Portugal até 2020 um pouco por todo o país, mas em particular em Lisboa e no Porto. Tudo aponta para que a modalidade de coworking e hot desking, cuja popularidade cresceu entre os profissionais liberais nos últimos anos, venha a ser intensificada e extensível a mais profissões.

 

Mas qual a diferença entre um e outro? De acordo com a Adecco, ambos oferecem uma solução de trabalho flexível, em que o profissional obtém os benefícios de uma mesa em um ambiente profissional sem o compromisso de longo prazo.

No entanto, os dois termos são frequentemente usados de forma intercambiável. O hot desking é mais adaptável,  e itinerante, geralmente sem vínculo e mesa de trabalho fixa, pode apenas alugar o posto de trabalho por um dia, uma parte do dia, ou os dias da semana que desejar. Já o coworking tem uma opção de trabalho mais permanente, normalmente com mesa fixa e espaço para guardar as suas coisas e reúne as preferências de muitos profissionais liberais.

«Assim, a modalidade de hot desking pode constituir uma opção muito interessante para os profissionais que no período da pós-pandemia irão continuar em regime de teletrabalho. Normalmente os espaços que dispõem de mesas de trabalho para esta modalidade são extremamente organizados e têm um ambiente saudável, confortável e propício à inovação», refere-se.

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A Adecco elaborou uma lista com os benefícios que espaços de hot desking têm:

1. Acesso a tomadas eléctricas para carregar o computador e o telemóvel, com zonas específicas para que possa fazer chamadas privadas sem incomodar os restantes trabalhadores, vice-versa;

2. Pode reservar salas de reunião caso necessite de efectuar videoconferências ou de se reunir com clientes ou outros colegas;

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3. Terá igualmente acesso a instalações para imprimir documentos com um acesso específico à área em que se encontra, sendo estas instalações geridas pelos responsáveis pelo espaço;

4. Alguns espaços de hot desking permitem que os bens dos utilizadores sejam guardados em armários ou salas específicas, noutros casos o conceito de uma mesa única para armazenar os itens pessoais também se aplica. Esta última solução tendencialmente aplica-se num caso singular de ausência do local ou quando alguém tem reuniões;

5. Esta prática não seria plausível se o acesso à internet não fosse possível, concretamente às redes de WiFi. O mesmo acontece para quem necessita de mais um monitor para praticar as suas funções, alguns locais possibilitam que os utilizadores se conectem com VGA, DVI ou HDMI;

6. As áreas comuns, como cozinhas e casas-de-banho, são geridas pelos responsáveis do espaço que garantem a limpeza e organização dos mesmos;

7. No caso de tarefas mais delicadas, dependendo da função de cada pessoa, para além das salas de reunião é possível reservar espaços privados para se focar, sem distrações ou barulhos exteriores.

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Para além dos vários benefícios mencionados, esta prática «possibilita que os colaboradores se mantenham motivados, havendo resposta às suas exigências e habilitações. A flexibilidade de empregar independentemente da localização também pode aumentar, garantindo que é possível desenvolver equipas sem os encargos iniciais de um escritório e haver foco na contratação de funcionários qualificados, mesmo que fora da área habitual de residência na medida em que o trabalho pode ser realizado longe das infraestruturas da empresa.»

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