Crédito à habitação em Portugal cresce quase 10% e atinge 110,1 mil milhões de euros

Human Resources com ComparaJá.pt
12 de Janeiro 2026 | 19:20

O volume total de empréstimos para compra de casa em Portugal registou um aumento significativo em Novembro. O “stock” de crédito à habitação chegou aos 110,1 mil milhões de euros, reflectindo uma variação homóloga de 9,8%, o 23.º mês consecutivo de crescimento nesta métrica. O Comparaja reuniu informação sobre o tema.

O crescimento do crédito à habitação não só se mantém, como também acelerou face a Outubro, impulsionado pelo forte dinamismo neste segmento do mercado de crédito. Relativamente ao mês anterior, os empréstimos para habitação aumentaram cerca de 983 milhões de euros, reforçando a tendência de expansão observada desde o início de 2024.

Além do crédito à habitação, os empréstimos concedidos a particulares para consumo e outros fins também cresceram, totalizando cerca de 33,5 mil milhões de euros, com uma variação anual estabilizada em 7,9%. No total, o montante global dos empréstimos a famílias aumentou 9,4% face a Novembro de 2024.

Em paralelo, os depósitos de particulares nos bancos continuaram a subir, situando‑se em 199,9 mil milhões de euros no final de Novembro, um crescimento que, apesar de positivo, representa um ritmo mais moderado do que o verificado anteriormente.

O crédito bancário às empresas também mostrou expansão, com um montante de cerca de 74 mil milhões de euros, equivalente a um aumento anual de 4,3%. As micro e pequenas empresas lideraram este crescimento, ao passo que médias e grandes empresas continuaram a registar contração nas taxas de variação anual.

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Sectores específicos, como a construção e actividades imobiliárias, apresentaram sólida expansão do crédito, mantendo níveis elevados de variação positiva, enquanto segmentos como indústrias e electricidade mostraram uma ligeira desaceleração.

Pedro Castro, head of Operations de Crédito Habitação no ComparaJá, afirma que «o contínuo crescimento do crédito à habitação reflecte tanto a procura sustentada por financiamento para compra de casa como um ambiente de confiança nas perspectivas económicas, apesar das pressões inflacionárias e incertezas macroeconómicas». Segundo o mesmo, esta tendência pode ser também um indicativo de condições de crédito relativamente favoráveis e de uma resposta resiliente dos consumidores e do sector bancário diante de desafios externos.

O aumento persistente do crédito à habitação sinaliza uma recuperação robusta do mercado imobiliário e uma confiança crescente dos consumidores em assumir compromissos financeiros de longo prazo, num contexto económico que segue em expansão.

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