Na comparação entre os primeiros semestres, este é o valor mais baixo desde 2023 e segue-se a um novo máximo histórico na criação de empresas que foi atingido em 2025. A Construção e as Tecnologias da informação e comunicação (TIC) são os únicos sectores que registam crescimento do empreendedorismo neste período.
Na Construção, a criação de empresas aumentou 11% (+411 constituições) face ao primeiro semestre do ano anterior. O sector atingiu um novo máximo no acumulado do primeiro semestre (4116 constituições), ficando pela primeira vez em segundo lugar entre todos os sectores de actividade, ultrapassando os Serviços gerais. A Construção mantém uma tendência de crescimento consistente nos últimos anos, reflectindo a forte procura por habitação e reabilitação urbana, bem como as oportunidades de negócio neste mercado.
Os dados do barómetro mostram que o sector das TIC totalizou 2059 constituições de empresas no primeiro semestre, o que corresponde a um crescimento de 5,1% (+99 constituições) face ao primeiro semestre de 2025. A maioria destas novas empresas pertencem às actividades de consultoria e programação informática.
Todos os outros sectores registam uma descida na criação de empresas no primeiro semestre de 2026. Entre as actividades com maiores recuos destacam-se a Agricultura e pecuária (-37%; -332 constituições), os Transportes terrestres (-13%; -234 constituições), os Serviços de saúde humana (-15%; -183 constituições), o Retalho alimentar (-42%; -163 constituições) e a Restauração (-7,7%; -104 constituições). Com excepção da Agricultura e pecuária, é o segundo ano consecutivo que estas actividades registam uma descida na criação de empresas, na análise dos primeiros semestres de cada ano.
A descida nas constituições de empresas também foi transversal a quase todos os distritos, sendo mais significativa em Lisboa (-2,2%; -191 constituições), Madeira (-20%; -177 constituições) e Faro (-8,4%; -140 constituições).
Os dados do Barómetro da Informa D&B indicam que até final de Junho encerraram 5690 empresas em Portugal. Este registo, embora provisório, corresponde a uma descida de 18% (-1 263 encerramentos) face ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, esta descida é menos atenuada. Desde Julho de 2025 até final de Junho de 2026, encerraram 14 407 empresas em todos os distritos do país, uma descida de 8,0% face aos 12 meses anteriores (-1260 encerramentos). A análise do acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efectiva de dissolução da empresa e a data da respectiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.
A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os sectores, com destaque para os Serviços Empresariais (-9,8%; -235 encerramentos) e o Retalho (-9,9%; -210 encerramentos). No entanto, há actividades específicas onde os encerramentos aumentaram nos últimos 12 meses, como são os casos do Retalho não especializado por correspondência ou via Internet (+139%; +96 encerramentos) ou a Fabricação de calçado (+93%; +25 encerramentos).
Nos primeiros seis meses de 2026 registaram-se 1046 empresas com novos processos de insolvência, mais 6,6% (+65 insolvências) do que período homólogo. Este aumento retoma a tendência de crescimento das novas insolvências que se verificava desde 2022 e que tinha sido interrompida em 2025.
Mais de metade dos sectores registaram crescimento nas insolvências, destacando-se as Actividades imobiliárias (+104%; +27 insolvências), onde o número de insolvências duplicou face ao primeiro semestre de 2025, o Alojamento e restauração (+12%; +21 insolvências) e as Indústrias (+21%; +16 insolvências), aquele que habitualmente concentra o maior número de insolvências, sobretudo as Indústrias de têxtil e moda.














