Criação de empresas diminui 23% em Novembro. Só o comércio online regista crescimento

Margarida Lopes
14 de Dezembro 2020 | 14:15
Criação de empresas diminui 23% em Novembro. Só o comércio online regista crescimento

Entre Junho e o final de Novembro, nasceram 338 empresas de comércio a retalho por correspondência ou via internet, quase o dobro face ao mesmo período do ano anterior (+91%). Os dados são do mais recente Barómetro da Informa D&B.

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O Retalho é o único sector que mantém um crescimento na constituição de novas empresas desde o verão deste ano face ao período homólogo. Esta subida deve-se às novas empresas de comércio a retalho por correspondência ou via internet.

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Até 30 de Novembro, todos os restantes sectores apresentam uma descida na constituição de novas empresas face aos mesmo períodos de 2019.

Segundo o barómetro, no mês de Novembro foram constituídas em Portugal 2 796 novas empresas, um recuo de 23% face ao mesmo período do ano passado. Numa análise quinzenal, este número está a revelar uma grande sensibilidade aos números da pandemia. As novas empresas tiveram uma quebra abrupta em Março e Abril, logo após a declaração do primeiro estado de emergência. Após alguma recuperação durante o verão, o número de novas empresas voltou a cair a partir da segunda quinzena de setembro.

Desde o início do ano, nasceram 34 549 empresas, menos 25% do que em 2019, ano que registou um recorde neste indicador.

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Em 30 de Novembro, apenas 15,7% das empresas cumpriam os prazos de pagamento a fornecedores e no último mês o atraso médio aumentou de 27,1 para 27,4 dias.

O barómetro mostra ainda que os sectores com maior impacto à pandemia são aqueles onde mais cresce o número médio de dias de atraso nos pagamentos. Nestes sectores, o número médio dias de atraso aumentou três dias desde Fevereiro, sendo o exemplo mais significativo o do sector do Alojamento e Restauração, que neste período já aumentou em mais de uma semana (+7,6 dias) os atrasos de pagamento com os seus fornecedores, sendo atualmente de 37,4 dias.

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Insolvências ao nível do início do ano
Depois da descida do número de novas insolvências nos meses de Março a Maio, desde Junho até 30 de Novembro, as novas insolvências (+12%) mostram tendências semelhantes às dos dois primeiros meses do ano (+11%), meses anteriores ao início do primeiro estado de emergência.

Neste período, os valores são semelhantes aos do ano passado na maioria dos sectores de actividade, mas com alguns sectores a apresentar já uma subida dos novos processos de insolvência, como é o caso do Alojamento e restauração, com 271 novos casos desde janeiro, mais 98 casos que no período homólogo.

As Indústrias mantêm-se como o sector com maior número de casos de novas insolvências (556 casos desde janeiro). Desde o início do ano registaram-se 2134 novas insolvências, mais 5,4% que em 2019.

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Encerramentos continuam abaixo do ano passado
O barómetro revela ainda que nos 11 meses do ano, encerraram 11 462 empresas, menos 19% que no período homólogo. O sector dos Transportes é o único a registar um aumento ligeiro de encerramentos que se deve às empresas de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros.

É provável que os valores relativos aos encerramentos, bem como os das insolvências, não sejam ainda um retrato fiel das tendências. Para além da morosidade que estes fenómenos podem envolver, a situação de muitas empresas poderá estar a ser mitigada pelas medidas de apoio entretanto adoptadas.

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