De acordo com o Barómetro da Informa D&B, e apesar de um crescimento em Janeiro, os três meses seguintes registaram quedas sucessivas face os valores acumulados dos períodos homólogos.
Os sectores da Construção (+7,7%; +203 constituições) e das Tecnologias da informação e comunicação (+8,4%; +112 constituições) são os únicos sectores onde os valores acumulados da criação de empresas cresceu nos primeiros quatro meses do ano.
Este registo na Construção consolida a tendência de crescimento que se verifica desde 2020 neste sector, reflectindo a forte procura por habitação e reabilitação urbana e a existência de oportunidades de negócio neste mercado. Nas Tecnologias da informação e comunicação, merece destaque o crescimento das atividades de informática.
O sector da Agricultura e outros recursos naturais registou a maior queda na criação de empresas face ao período homólogo (-37%; -283 constituições). Neste período, merece destaque a constituição de novas empresas de Agricultura e pecuária, que desceram 42% (-285 constituições de empresas) face ao mesmo período do ano passado, sobretudo nos distritos de Beja, Braga e Viseu e em actividades de produções agrícola e animal combinadas e de olivicultura.
Também com quedas acentuadas até final de abril estiveram os sectores do Retalho (-13%; -226 constituições) e dos Transportes (-15%; -217 constituições).
Os dados do Barómetro da Informa D&B indicam que, entre Janeiro e Abril de 2026, encerraram 3736 empresas em Portugal. Este registo, embora provisório, corresponde a uma descida de 24% (-1 165 encerramentos) face ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, esta descida é menos acentuada. Desde Maio de 2025 até final de Abril de 2026, encerraram 14 298 empresas, uma descida de 8,7% face aos 12 meses anteriores (-1 356 encerramentos). A análise ao acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.
A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os sectores de actividade e regiões do continente, destacando-se o sector do Retalho (-16%; -342 encerramentos).
No entanto, verifica-se um aumento do número de encerramentos em algumas actividades durante este período. É o caso do Retalho não especializado por correspondência ou via Internet, cujo número de enceramentos mais do que triplicou face aos 12 meses anteriores (+228%; +114 encerramentos). A Fabricação de calçado (+37%; +33 encerramentos) é a segunda actividade a registar a maior subida do número de encerramentos neste período, ainda que menos significativa em termos absolutos.
No acumulado entre Janeiro e Abril de 2026, registaram-se 701 empresas com novos processos de insolvência, mais 7,8% (+51 insolvências) do que no mesmo período do ano anterior, contrariando a tendência de descida que se verificou no ano anterior.
Este aumento verificou-se em mais de metade dos sectores de actividade, destacando-se os setores da Construção (+28%; +20 insolvências) e das Indústrias (+14%; +20 insolvências), sobretudo da Indústria de Têxtil e Moda (+21%; +14 insolvências).














