Nos primeiros dois meses do ano, foram criadas 6220 empresas, uma descida de 35,2% face ao mesmo período de 2020, mantendo-se a tendência de descida verificada em 2020, segundo dados do mais recente barómetro da Informa D&B.
De acordo com o barómetro, esta queda no empreendedorismo foi fortemente condicionada pelas medidas restritivas para combater a pandemia e é transversal a todos os setores. Ainda assim, a queda verificada em Fevereiro já é menor que a verificada na segunda quinzena de Janeiro, no início do confinamento.
Os dados indicam que o recuo nos nascimentos nos dois primeiros meses de 2021, está bastante concentrado em cinco dos sectores mais relevantes no tecido empresarial português: serviços, transportes, alojamento e restauração, construção e serviços empresariais.
Os Serviços Gerais recuaram 45% (-661 novas empresas), com uma descida acentuada na constituição de empresas nos subsectores da Saúde, desporto e bem-estar, bem como nos serviços de educação e cultura.
Nos Transportes há menos 71% de empresas (-602 novas empresas), fruto da enorme descida nas empresas de Transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros.
O Alojamento e Restauração cai 56% (-540 novas empresas) essencialmente devido ao recuo de restaurantes, cafés e alojamento mobilado para turistas.
No sector da Construção as novas empresas caem 28% (-304 novas empresas) devido sobretudo à descida das empresas de construção de edifícios (residenciais e não residenciais.
Já nos Serviços Empresariais, a descida é de 28% (-428 novas empresas).
O barómetro mostra ainda que, enquanto as restrições à circulação de pessoas condicionam o empreendedorismo em todos os grandes sectores, existem áreas onde essas restrições são uma oportunidade para novos negócios. É o caso do comércio a retalho online que em 2021 já viu nascer perto de 100 novas empresas, um aumento de 50% face a 2020, que já se verifica desde meados do ano passado. Da mesma forma, cresceram também as novas empresas de atividades auxiliares de transportes terrestres (67%) e atividades postais ou de courier (84%).
O mesmo barómetro mostra que desde o início da pandemia, as insolvências de empresas registam um ligeiro aumento apenas nos sectores mais expostos aos impactos da pandemia (8%, + 84 casos).
Em Janeiro e Fevereiro deste ano, foram encerradas 3135 empresas, valor que representa uma subida de 16,8% face ao período homólogo.
Depois de um ano de 2020 com os valores de encerramentos abaixo de 2019, nos dois primeiros meses deste ano a média mensal de encerramentos volta a estar em linha com o que aconteceu nos anos 2018 e 2019, período ainda anterior ao início da pandemia COVID-19














