Criar um melhor dia-a-dia para a maioria das pessoas – clientes e colaboradores – é o objectivo da IKEA, afirma a directora-geral para Portugal

Human Resources
5 de Agosto 2020 | 13:00

«Somos mais fortes quando confiamos uns nos outros, quando procuramos seguir na mesma direcção e nos divertimos juntos».

 

Por Helen Duphorn, directora-geral da IKEA Portugal

 

«Aconteceram muitas coisas em 10 anos. E o nosso foco nas pessoas permanece o mesmo. A união está no centro da cultura da IKEA – somos mais fortes quando confiamos uns nos outros, quando procuramos seguir na mesma direcção e nos divertimos juntos.

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A IKEA tem uma visão muito poderosa: criar um melhor dia-a-dia para a maioria das pessoas. E é isso que nos guia, nos bons e nos maus momentos. As nossas estratégias e acções ao nível da Gestão de Pessoas têm como base a nossa visão e cultura. Nós próprios somos parte desta “maioria de pessoas”, e os nossos colaboradores são os primeiros a quem queremos proporcionar um melhor dia-a-dia. Foi nesse sentido que, durante os últimos meses, intensificámos os nossos esforços para apoiá-los durante a crise que vivemos.

Todos os nossos colaboradores receberam 100% de salário, informações e actualizações de forma contínua, independentemente de estarem a trabalhar ou em lay-off. Aos que não estiveram a trabalhar, foi oferecida a possibilidade de participar em programas de formação online, com o objectivo de melhorar a sua empregabilidade. Além disso, também oferecemos apoio para pessoas com necessidades especiais. A nossa linha telefónica HÖRA (palavra sueca que significa “ouvir”) está aberta a todos os colaboradores que precisem de alguém com quem conversar, há serviços psicológicos disponíveis sempre que necessário e ampliámos o nosso programa CÖNTIGO, pois sabemos que, infelizmente, os problemas sociais em casa tendem a aumentar em tempos de crise.

Temos ainda o nosso programa “Bons Vizinhos”, no qual os colaboradores têm tido a possibilidade de se inscrever para ajudar colegas e famílias que se encontrem em grupos de risco da COVID-19, e assim fazer as suas compras e outras tarefas necessárias.

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Estas são medidas que complementam a nossa agenda de People & Culture a longo prazo. E eu estou muito orgulhosa dos passos que a IKEA Portugal tem dado nos últimos 10 anos neste âmbito, especialmente nas áreas de igualdade e detecção de talentos.

O nosso programa de Diversidade e Inclusão tem mais de uma década e é construído sobre a nossa crença neste tema e no compromisso que assumimos com os direitos humanos. O nosso foco na igualdade de género já resultou em que 49% de todos os líderes da nossa organização sejam, actualmente, mulheres e que, na equipa de cargos de gestão portuguesa, as mulheres estejam em maioria. Também já conseguimos garantir que não exista diferença salarial entre homens e mulheres com as mesmas posições profissionais. Pessoalmente, não entendo como é que esse tipo de discriminação ainda pode ser um grande problema. Os homens têm salários entre 17% a 22% mais altos do que as mulheres em Portugal – que tipo de empresa não corrige isto?!

Respeitar outros aspectos da diversidade, como por exemplo os direitos LGBT+, sempre foi natural para nós e temos, cada vez mais, uma forte ambição em espelhar o melhor possível a nossa sociedade nas equipas de gestão, nomeadamente a nível de etnia. Espero poder escrever com orgulho sobre os resultados desta ambição daqui a alguns anos.

No que diz respeito à detecção activa de talentos, na IKEA procuramos promover internamente as nossas pessoas. Uma das ambições da minha equipa é dar ao maior número possível de colaboradores portugueses a oportunidade de crescer com o negócio, assumir maiores responsabilidades em Portugal e, em muitos casos, também em toda a cadeia de valor global da IKEA. Hoje, temos um grupo de talento que representa 33% de todos os colaboradores identificados com potencial para darem, pelo menos, mais um passo nas suas carreiras, e este número continua a aumentar.

Nos últimos anos, também construímos uma base sólida relativamente a condições básicas de trabalho. Tomámos iniciativas importantes a nível de salários e aumentámos o número de contratos permanentes, de forma a garantir um melhor dia-a-dia aos nossos colaboradores. Mantemos os salários de entrada acima do salário mínimo estipulado em Portugal e também gostaríamos que o próprio governo aumentasse o mesmo para todas as empresas.

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Finalmente, e olhando para esta temática de uma perspectiva mais ampla, enquanto empresa grande e bem-sucedida, é claro que reconhecemos que somos uma parte importante da sociedade portuguesa. E com isso vêm responsabilidades, tal como fazer a nossa parte para ajudar a travar o aquecimento global. Com o nosso amplo alcance, tanto no canal online como offline, temos uma oportunidade única de inspirar e permitir que milhões de pessoas tenham uma vida mais sustentável em casa, ajudando a salvar o planeta, ao mesmo tempo que economizam dinheiro. E isso é algo que nos deixa orgulhosos e muito motivados.

Trabalhamos frequentemente em parcerias com outras empresas, organizações e instituições. Mas gostaríamos que estas sinergias fossem mais frequentes, pois acreditamos que somos mais fortes quando estamos juntos e devemos unir-nos para avançar em tópicos como a igualdade, o aumento do salário mínimo e as alterações climáticas.»

Somos mais fortes quando confiamos uns nos outros, quando procuramos seguir na mesma direcção e nos divertimos juntos.

Este artigo faz parte do tema de capa da edição de Julho (n.º 115) da Human Resources.

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