Crise de combustível leva países asiáticos a implementar trabalho remoto e semana de quatro dias

Human Resources com Lusa
13 de Março 2026 | 07:50

Os governos asiáticos estão a esforçar-se para lidar com a escassez de combustível provocada pelos elevados preços do petróleo e pelo encerramento do Estreito de Ormuz, revela a Fortune.

A elevada dependência das exportações de petróleo do Médio Oriente – o Japão e a Coreia do Sul por exemplo obtêm, respectivamente, 90% e 70% do seu petróleo da região – está a obrigar alguns governos a adoptarem medidas mais extremas para poupar combustível.

A 10 de Março, a Tailândia ordenou aos funcionários públicos que utilizassem as escadas em vez do elevador e trabalhassem a partir de casa durante a crise. O governo aumentou a temperatura do ar condicionado para 27 graus Celsius e aconselhou os funcionários públicos a usarem camisas de manga curta por cima dos fatos.

O Vietname apelou às empresas para permitirem o trabalho remoto para “reduzir a necessidade de viagens e transporte”. As Filipinas estão a pressionar para a implementação de uma semana de trabalho de quatro dias e ordenaram às autoridades que limitem as viagens “apenas a funções essenciais”.

O Sul da Ásia também está a ser duramente atingido. O Bangladesh antecipou o feriado do Eid-al-Fitr, permitindo que as universidades fechassem mais cedo, numa tentativa de poupar combustível. O Paquistão instituiu também uma semana de quatro dias para os organismos governamentais e fechou as escolas.

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A Índia suspendeu os envios de gás de petróleo liquefeito (GPL) para os operadores comerciais, dando prioridade ao abastecimento para as residências, o que gerou preocupação entre hotéis e restaurantes de que possam ser forçados a fechar sem o fornecimento de combustível.

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