Custo do desemprego aumentou mais de 40% num ano. Mas pouco mais de metade dos desempregados tem acesso a subsídio

Human Resources
22 de Abril 2021 | 10:45

Em Março, os gastos mensais com prestações por desemprego terão sido de 122,3 milhões de euros, mais 41% que no mesmo mês de um ano antes, quando a pandemia entrou no país. Passado um ano, a Segurança Social paga mais cerca de 36 milhões de euros a quem perdeu o emprego, mas ainda pouco mais de metade dos desempregados tem acesso a subsídio, segundo estatísticas da Segurança Social, analisadas pelo Diário de Notícias.

 

De acordo com as estatísticas da Segurança Social, em Março havia 241 263 desempregados com acesso a prestações por desemprego, com o valor médio destas a ficar em 507,5 euros.

Segundo cálculos do cálculos do DN/Dinheiro Vivo, o resultado é a despesa de 122,3 milhões de euros, que compara com gastos de 86,5 milhões de um ano antes, resultando na subida de 41%. Já quando se tem em conta a despesa acumulada ao longo do primeiro trimestre, esta rondará os 367 milhões de euros, mais 102 milhões ou 39% que no mesmo período do ano passado, ainda largamente livre dos impactos da pandemia.

Desde aí, o desemprego tem vindo a galopar, chegando-se a Março com cerca de 433 mil registos activos de desemprego nos centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), num máximo de praticamente quatro anos, sendo que o segundo estado de emergência imposto no início do ano fez disparar significativamente os números. Destes dados não constam milhares de inativos temporariamente indisponíveis, aqueles que estão em formação, ou ainda aqueles que desistiram de todo da procura de emprego. Estes últimos serão mais de 200 mil, nas estimativas do INE.

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O Diário de Notícias revela que, dos perto de 433 mil desempregados oficialmente registados enquanto tal no IEFP contam-se agora pouco mais de 241 mil com acesso a algum tipo de prestação por desemprego. Ou seja, 55,7%, numa percentagem que se encontra hoje mais elevada que há um ano, mas que ainda em dezembro atingia um máximo de uma década nos 60%, acabando por regredir novamente.

Em Março, observou-se a terceira quebra consecutiva no indicador da taxa de cobertura das prestações por desemprego.

Esta descida é explicada, essencialmente, pelo menor número de beneficiários do subsídio social de desemprego subsequente e do apoio ao desemprego de longa duração, ambos rede para quem termina o subsídio social de desemprego e tem rendimentos baixos. Estas prestações poderão estar a ser substituídas pelo apoio ao rendimento dos trabalhadores, medida extraordinária deste ano, e para a qual foram encaminhados milhares de beneficiários do subsídio social de desemprego que esgotaram a ajuda no final do último ano.

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