Custo do trabalho aumenta 1,1% no primeiro trimestre do ano

O índice do custo do trabalho aumentou 1,1% no primeiro trimestre, em relação ao período homólogo de 2021, abrandando o ritmo de subida face ao trimestre anterior (2,6%), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Entre Janeiro e Março, os custos salariais (por hora efectivamente trabalhada) aumentaram 0,4% (2,6% no trimestre anterior) e os outros custos do trabalho (também por hora efectivamente trabalhada) aumentaram 3,8% (2,5% no trimestre anterior).

O aumento mais acentuado nos custos salariais, neste primeiro trimestre de 2022, registou-se na construção (6,5%), enquanto na Administração Pública o INE observou um decréscimo de 2,2%.

Já no trimestre anterior, com excepção dos serviços, os custos salariais tinham registado acréscimos em todas as actividades económicas.

O instituto, na publicação hoje divulgada, adianta que os custos não salariais registaram variações superiores às dos custos salariais, com excepção da Administração Pública, onde estes custos diminuíram mais (-0,4% contra -2,2%).

O aumento mais acentuado dos outros custos resultou da retoma do pagamento das contribuições patronais das empresas, que no trimestre homólogo tinham aderido ao regime de lay-off simplificado ou ao Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva.

O custo médio por trabalhador registou um acréscimo mais acentuado do que o observado no trimestre anterior na maioria das actividades económicas, excepto na indústria, que apresentou uma subida menor (2,5% contra 3,6%).

O INE destaca ainda que os aumentos na Administração Pública têm sido inferiores aos das restantes actividades desde primeiro trimestre de 2021.

Com excepção da construção, o número de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador aumentou em todas as actividades económicas, destacando-se o sector da Administração Pública (4%).

No trimestre homólogo, o INR tinha registado uma redução do número de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador em todas as actividades, que explica sobretudo pelo encerramento, total ou parcial, das empresas por determinação legislativa ou ainda devido à redução do período normal de trabalho em função da diminuição na facturação.

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