O custo para as empresas de um trabalhador com salário bruto de 800 euros que recorra ao apoio à família, devido à suspensão de aulas por 15 dias, decretada pelo governo, ficará em 165 euros, de acordo com cálculos da PwC e CCR Legal, divulgados pelo Dinheiro Vivo.
A simulacão contabiliza os custos que as empresas terão com a Taxa Social Única, de 23,75%, aplicada aos rendimentos diminuídos do trabalhador pelo mesmo período de 15 dias.
Segundo a publicação, no apoio, acessível a quem tenha de acompanhar menores de 12 anos ou filhos com deficiências, ou doenças crónicas, e que não esteja em teletrabalho, os trabalhadores ficam a ganhar dois terços do seu salário base, repartidos em partes iguais pelas empresas e Segurança Social.
O custo para o trabalhador é o terço de salário perdido, mas também a perda de quaisquer suplementos remuneratórios, que não entram para o cálculo deste apoio.
Na simulação da PwC/CCR Legal, é apenas considerada a perda do salário base nos 15 dias para a mesma remuneração de 800 euros, com os trabalhadores a suportarem um corte de 133 euros, em termos brutos, obtendo 667 euros.
Já em termos líquidos, há uma perda relativamente menor, uma vez que o salário de 800 euros, agora reduzido a 667 euros, terá como efeito não ser aplicada taxa de retenção na fonte (o desconto de 11% para a Segurança Social mantém-se sobre o valor recebido). O cenário considerado é o de um trabalhador casado e com dois filhos, que de um vencimento líquido de 685 euros passa a receber na conta 593 euros. São menos 91 euros.
De acordo com o Dinheiro Vivo, a Segurança Social terá de suportar 133 euros, neste caso específico simulado, mas também receberá valores mais baixos de contribuições sociais de empregadores e da quotização do trabalhador, reduzidos proporcionalmente com o corte no salário.
A decisão do governo em avançar com o fecho de escolas, e com a recuperação deste apoio que vigorou na primavera, não tem conhecido oposição da parte das empresas.














