De 66 para 666 mil euros: é quanto o preço médio de venda das casas varia entre estes dois concelhos portugueses

O preço médio dos imóveis apresenta diferenças muito significativas consoante o concelho. Os dados são do Barómetro dos Concelhos do Imovirtual.

Margarida Lopes
5 de Setembro 2026 | 10:00
De 66 para 666 mil euros: é quanto o preço médio de venda das casas varia entre estes dois concelhos portugueses

Em Agosto de 2026, Faro apresenta o preço médio de venda mais elevado, com 666.125 euros, enquanto no Sátão o valor é de 66.150 euros.

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O preço médio dos imóveis apresenta diferenças muito significativas consoante o concelho. Os dados do Barómetro dos Concelhos do Imovirtual mostram que, em Agosto de 2026, Faro apresenta o preço médio de venda mais elevado, com 666.125 euros, enquanto no Sátão o valor é de 66.150 euros. Entre os dois extremos existe uma diferença de cerca de 600 mil euros, com o preço médio em Faro a ser praticamente dez vezes superior ao registado no Sátão.

O Algarve assume particular destaque entre os concelhos com os preços mais elevados. Além de Faro, que ocupa a primeira posição, Lagos (635 mil euros), Lagoa (592.500 euros), Aljezur (585 mil euros) e Olhão (570 mil euros) integram também os dez concelhos mais caros para comprar casa. Ou seja, cinco dos 10 concelhos com os preços médios mais elevados encontram-se no Algarve.

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Logo depois de Faro surgem Óbidos e Mafra, ambos com um preço médio de 665 mil euros. Em Óbidos, o valor aumentou 3,9% face a Agosto de 2025, enquanto Mafra registou uma subida de 10,8%. Seguem-se Funchal (650 mil euros) e Alcochete (648 mil euros).

«Quando analisamos o mercado ao nível dos concelhos, percebemos até que ponto a localização continua a ser determinante no preço da habitação. As diferenças são muito expressivas, tanto na compra como no arrendamento, e mostram que falar de um único mercado imobiliário português pode esconder realidades muito diferentes. É precisamente esta leitura local que permite compreender melhor os desafios e as oportunidades que existem em cada território», afirma Sylvia Bozzo, Marketing manager do Imovirtual.

A evolução face ao ano anterior revela também movimentos expressivos entre alguns dos concelhos com preços mais elevados. São Vicente, na Madeira, apresenta a maior subida anual entre os dez primeiros, com +75%, passando dos 340 mil euros em Agosto de 2025 para os 595 mil euros em Agosto de 2026. Olhão regista igualmente uma subida significativa, de 37,8%, enquanto Lagoa cresce 15%, Faro 13,1% e Mafra 10,8%.

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No extremo oposto do mercado de venda, Sátão apresenta o preço médio mais baixo entre os concelhos analisados, com 66.150 euros, seguido de Idanha-a-Nova (69.900 euros) e Proença-a-Nova (70 MIL euros). Entre estes mercados encontram-se também evoluções muito distintas: enquanto Oleiros registou uma subida anual de 50,7%, para 75.250 euros, o Sátão recuou 44,9% e Idanha-a-Nova 12,6% face a Agosto do ano anterior.

No mercado de arrendamento, as diferenças entre concelhos são igualmente expressivas. Oeiras apresenta o preço médio mais elevado, com 1750 euros mensais, seguida de Loulé (1710 euros) e Lisboa (1700 euros). No extremo oposto, Penafiel apresenta o valor mais baixo entre os concelhos considerados, com 600 euros mensais, o que significa que arrendar um imóvel em Oeiras custa, em média, quase três vezes mais do que em Penafiel.

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Entre os concelhos com os preços de arrendamento mais elevados surgem ainda Faro e Funchal, ambos com 1600 euros mensais, Lagos (1.531 euros), Câmara de Lobos e Odivelas (1500 euros), Lagoa (1475 euros) e Tavira (1467 euros).

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A evolução anual mostra também mudanças relevantes neste grupo. Lagoa apresenta a maior subida entre os dez concelhos mais caros, com +43,9%, passando dos 1025 euros mensais em Agosto de 2025 para os 1475 euros em Agosto de 2026. Tavira cresce 33,4%, Lagos 13,4% e Câmara de Lobos 11,1%. Oeiras mantém o mesmo preço médio de há um ano, enquanto Lisboa recua 2,9% e Loulé 14,5%.

Entre os concelhos com preços de arrendamento mais baixos considerados na análise, depois de Penafiel surgem Felgueiras, com 700 euros mensais, Santo Tirso (825 euros) e Paredes (850 euros). Também aqui existem comportamentos distintos face a Agosto de 2025: Amarante regista uma subida anual de 46,2%, enquanto Vila Real de Santo António cresce 20%. Já Penafiel apresenta uma descida de 23,1%, dos 780 para os 600 euros mensais.

O Barómetro dos Concelhos do Imovirtual evidencia, assim, diferenças muito expressivas no preço da habitação consoante a localização. Na venda, o preço médio dos imóveis varia entre os 66.150 euros do Sátão e os 666.125 euros de Faro, uma diferença de praticamente dez vezes. No arrendamento, os extremos vão dos 600 euros mensais de Penafiel aos 1750 euros de Oeiras, quase três vezes mais. A análise por concelho mostra, assim, realidades muito distintas dentro do mercado residencial português.

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