Segundo a consultora, a forma como uma organização acompanha a saída de colaboradores tem um impacto directo e imediato na percepção pública da empresa. Antigos colaboradores que se sentem apoiados tendem a manter uma visão positiva da organização, evitando narrativas negativas em redes sociais, plataformas de avaliação e conversas informais, um efeito que a LHH Portugal descreve como um verdadeiro “escudo reputacional”.
O impacto não se limita a quem sai. De acordo com a LHH Portugal, processos de saída bem geridos reduzem a ansiedade entre as equipas que permanecem na empresa, reforçam a confiança na liderança e ajudam a preservar o clima organizacional em momentos de maior instabilidade.
«Considerar o outplacement como um custo é uma leitura curta. Na prática, funciona como um seguro de reputação, um mecanismo que reduz riscos, protege a cultura interna e reforça a credibilidade da organização perante colaboradores, candidatos, clientes e parceiros», afirma Pedro Rocha e Silva, managing director da LHH Portugal.
A consultora sublinha ainda o impacto na atracção de talento: num mercado de trabalho competitivo, candidatos cada vez mais informados procuram sinais de integridade e responsabilidade social por parte dos potenciais empregadores. Empresas que investem em transições de carreira dignas tornam-se assim mais atractivas, o que pode reduzir custos futuros de recrutamento e aumentar a qualidade do talento captado.















