Desempregados de longa duração vão poder acumular subsídio com salário

Human Resources com Lusa
25 de Novembro 2022 | 08:40
Desempregados de longa duração vão poder acumular subsídio com salário

O Governo apresentou aos parceiros sociais uma medida que vai permitir conciliar uma parte do subsídio de desemprego com salário para desempregados de longa duração, disse a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

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«Apresentámos aos parceiros sociais uma medida sobre a concretização de um dos pontos previstos no acordo para apoio ao regresso ao mercado de trabalho dos desempregados de longa duração», afirmou a ministra no final de uma reunião da Concertação Social sobre o ponto de situação do acordo de médio prazo para melhoria de rendimentos, salários e competitividade, assinado em 9 de Outubro.

Ana Mendes Godinho explicou que se trata de «uma proposta inicial» a discutir com os parceiros sociais «para construção da medida que permita conciliar uma parte do subsídio de desemprego com o salário dos desempregados de longa duração que regressam ao mercado de trabalho».

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A ministra referiu que existe uma medida actualmente que permite complementar o salário com uma parte do subsídio mas que «tem pouca utilização», sendo diferente da que está a ser avaliada agora na Concertação Social.

«Aqui o objectivo é permitir que haja acumulação de uma parte do subsídio de desemprego numa lógica regressiva, portanto que vai diminuindo ao longo dos meses em que a pessoa está a trabalhar, com acumulação do salário», explicou Ana Mendes Godinho.

Sobre o ponto de situação do acordo assinado em Outubro com as confederações patronais e a UGT, a ministra disse que «quase metade» das medidas estão realizadas, considerando que a execução «é um sinal de confiança» de que o acordo está a ser concretizado.

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, manifestou-se satisfeito com o balanço da execução do acordo, enumerando algumas das medidas ao nível fiscal, nomeadamente os incentivos ao IRC Jovem.

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Já o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, disse que há necessidade de clarificar a medida que prevê incentivo fiscal em sede de IRC às empresas que aumentem salários como definido no acordo.

Sobre este tema, a ministra indicou que «não haverá alterações» à proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) cuja discussão e votação decorre no parlamento.

Segundo Ana Mendes Godinho, os parceiros pediram para ficarem clarificados quais os requisitos para o benefício fiscal em sede de IRC, nomeadamente «a forma como se vai verificar a existência de contratação colectiva dinâmica».

Questionada sobre se as empresas abrangidas por portarias de extensão terão direito ao incentivo fiscal, a ministra disse que «o objectivo é abranger todas as empresas que aumentem os salários no valor ou no valor acima do que está previsto no acordo de concertação e que sejam abrangidas pelos Instrumento de Regulamentação Colectiva de Trabalho».

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«Se têm portaria de extensão que lhes aplica todas as regras que resultam do diálogo social, estas regras também se lhes aplicam», acrescentou.

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