A taxa de desemprego da OCDE manteve-se em Outubro, pelo quinto mês consecutivo, em 4,9% (o valor mais baixo desde o início da série estatística em 2001), mas existem grandes disparidades entre os países, foi anunciado.
Globalmente, os trabalhadores desempregados nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) totalizaram 33,3 milhões.
Mas a estabilidade a um nível recorde baixo «mascara grandes diferenças entre países», disse a instituição num comunicado.
Na verdade, apenas a Austrália e França individualmente têm, de forma semelhante, mínimos históricos.
Entre os países com dados de Outubro, Espanha encabeça a lista dos países com a taxa de desemprego mais elevada (12,5%), mas estava entre os países da zona euro onde o desemprego caiu mais (-0,2 pontos percentuais), juntamente com a Áustria, Finlândia e Grécia.
Na zona euro, o desemprego médio caiu uma décima de ponto percentual de Setembro para 6,5% em Outubro, também um recorde desde 1990. No conjunto dos países da União Europeia (UE), a taxa também caiu no mesmo montante e situou-se nos 6%.
Fora da Europa, o número de desempregados em relação à população activa também caiu na Austrália, Colômbia e Costa Rica e manteve-se estável em países como o Canadá, Coreia do Sul e México. A Colômbia, contudo, com 10,9%, permaneceu entre os países com maior desemprego na organização, atrás apenas da Grécia e Espanha.
Em termos de género, o desemprego na OCDE permaneceu estável tanto para mulheres como para homens, com taxas de 5,2% e 4,7% respectivamente.
Por idade, também não houve alterações para os trabalhadores com mais de 25 anos, mas melhorou ligeiramente para os trabalhadores mais jovens, de acordo com o comunicado.














