Desemprego registado recua 3,6% em Abril face a Março e 25,8% em termos homólogo

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou 3,6% em Abril face a Março e diminuiu 25,8% relativamente a Abril do ano passado, para 314 435, informou esta segunda-feira o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

Em Abril havia menos 11.816 desempregados inscritos do que no mês anterior e menos 109.453 do que em Abril de 2021.

Comparando com Abril de 2019, pré-pandemia, o número de desempregados diminuiu 2,1% (-6.805 pessoas).

Ao longo do mês de Abril, inscreveram-se nos serviços de emprego de todo o país 37.647 desempregados, mais 398 (+1,1%) do que no mesmo mês de 2021, mas menos 4222 (-10,1%) do que em março.

De acordo com o IEFP, «para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2021, na variação absoluta, contribuíram, com destaque, os grupos dos indivíduos que procuram novo emprego (-105.526), os que possuem idade igual ou superior a 25 anos (-92.718) e os que estão inscritos há menos de um ano (-86.051)».

Quanto ao desemprego jovem (pessoas com menos de 25 anos), registou uma diminuição em cadeia de 6,4% em Abril face a Março, para 32.433 inscritos (-2.215 jovens), e uma diminuição de 34% (-16.735 jovens) face ao período homólogo. Em Abril de 2019, estavam inscritos 32.798 jovens.

A nível regional, em Abril o desemprego registado no país, em termos homólogos, diminuiu em todas as regiões, com destaque para o Algarve (-53,7%) e a região autónoma da Madeira (-35,2%).

Também em relação ao mês anterior todas as regiões apresentaram decréscimos no desemprego, com a maior variação a acontecer no Algarve (-19,7%).

Em termos sectoriais, registaram-se descidas homólogas em todos os grandes sectores de actividades, sendo as variações mais significativas registadas, por ordem decrescente no ‘alojamento, restauração e similares’ (-47,6%: -10,3% face a Março), ‘indústria do couro e dos produtos do couro’ (-38,4%), ‘indústria do vestuário’ (-32,2%) e ‘indústrias alimentares das bebidas e do tabaco’ (-29,7%).

O número de desempregados de longa duração (categoria que abrange as pessoas inscritas há mais de um ano no centro de emprego) totalizava em Abril 154.493 (49,1%), o que traduz uma diminuição de 3,7% face a Março (-5.865 pessoas), estando agora 13,2% abaixo do nível registado em Abril de 2021 (-23.402 pessoas) e 9,1% abaixo do mesmo mês de 2019 (-12.944 pessoas).

Já os inscritos há menos de um ano totalizavam 159.942, tendo-se observado um recuo em cadeia e em termos homólogos de, respectivamente, 3,6% e 35,0%.

Os grupos profissionais mais representativos dos desempregados registados no Continente eram em Abril os ‘trabalhadores não qualificados’ (25,9%), ‘trabalhadores de serviços pessoais, de protecção de segurança e vendedores’ (20,8%), ‘pessoal administrativo’ (11,8%) e ‘especialistas das actividades intelectuais e científicas’ (10,6%).

Relativamente ao mês homólogo de 2021, e excluindo os grupos com pouca representatividade no desemprego registado, o IEFP refere que «todos os grupos apresentaram diminuições», com destaque para os ‘trabalhadores de serviços pessoais, de protecção de segurança e vendedores’ (-34,5%), ‘operadores de instalações e máquinas e trabalhadores de montagem’ (-27,9%) e os ‘trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices’ (-26,0%).

Quanto às ofertas de emprego recebidas ao longo do mês de Abril, totalizaram 11.855 em todo o país, um número inferior em 1051 às recebidas no mês homólogo (-8,1%) e menos 2828 do que no mês anterior (-19,3%).

As actividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego (sendo que neste caso o IEFP considera apenas os dados relativos ao Continente) foram as ‘actividades imobiliárias e dos serviços de apoio’ (16,9%), o ‘alojamento, restauração e similares’ (15,8%) e a ‘administração pública, educação, actividades de saúde e apoio social’ (14,5%).

As colocações (dados do Continente) revelam uma maior concentração nos ‘trabalhadores não qualificados (29,0%), nos ‘trabalhadores dos serviços pessoais, de protecção e segurança e vendedores’ (26,6%) e no ‘pessoal administrativo’ (10,8%).

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