As mulheres ganham, em média, menos 244 euros do que os homens pelo mesmo tipo de tarefas.
De acordo com o barómetro, divulgado pelo Jornal de Notícias, que analisou o total dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo, o ganho médio mensal ilíquido das mulheres em Portugal era de 1439,9 euros em 2024, bem abaixo dos 1683,8 euros auferidos pelos homens, o que representa uma diferença salarial de género (GPG) de 14,5%.
Quando comparado com o primeiro barómetro (realizado em 2019, com dados de 2017), percebemos que tem havido uma evolução positiva, mas lenta. Nessa altura, a GPG era de 18,2% (1009,3 euros para as mulheres e 1233,6 euros para os homens).
A publicação revela que a diferença salarial é maior em sectores como as actividades artísticas, (onde o GPG do que que se ganha chega aos 46,3%, a favor dos homens), saúde humana e apoio social (27,8%), educação (21,8%) e consultoria (20,3).
Há também desigualdades a nível regional, sendo a maior diferença, em desfavor das mulheres, notada nos distritos de Aveiro e Coimbra (18,5%), Leiria (18,1%), Lisboa (15,5%) e Setúbal (17,6%). A diferença é menor em Vila real (4,8%) e Bragança (6,7%) e Faro (7,3%). Os valores da disparidade são ajustados tendo em conta variáveis como o sector de actividade, nível de qualificação e antiguidade no emprego, por exemplo, que ajudam a explicar diferenças com base noutros fatores que não o género.














