Despedimento ilegal de trabalhador com deficiência resulta em indemnização de 380 mil euros

Após 36 anos na mesma empresa e uma baixa médica, Alan Jones venceu na justiça contra despedimento considerado discriminatório.

Human Resources
2 de Junho 2026 | 21:00
Despedimento ilegal de trabalhador com deficiência resulta em indemnização de 380 mil euros

O britânico Alan Jones trabalhou durante mais de 36 anos na mesma empresa, onde iniciou a carreira como aprendiz em 1983. Com 59 anos e uma deficiência oficialmente reconhecida, devido a tratamentos oncológicos, enfrentou uma situação difícil quando foi despedido durante uma baixa médica.

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Segundo o HuffPost, a empresa suspeitou que Alan estaria a exercer outra actividade durante a baixa e contratou um detective privado para o monitorizar. As imagens recolhidas mostravam-no em situações do quotidiano, como ajudar um amigo em pequenas tarefas, incluindo carregar um saco de compras.

Com base nestas imagens, a empresa alegou que Alan estava apto para regressar ao trabalho e procedeu ao despedimento por conduta grave em 2019. No entanto, o tribunal considerou que a decisão da empresa se baseou em suposições e que não foram apresentadas provas médicas suficientes para comprovar que Alan estava apto para retomar as suas funções ou que tivesse cometido fraude durante a baixa médica.

Com o apoio do sindicato, Alan avançou com uma acção judicial por discriminação relacionada com a sua deficiência. Em 2021, obteve uma decisão favorável, confirmada em 2023, que considerou o despedimento injusto e discriminatório.

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