Despedimentos colectivos em Portugal atingem máximo desde 2020

As empresas comunicaram 407 despedimentos colectivos até Agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

Human Resources com Lusa
22 de Setembro 2026 | 07:50
Despedimentos colectivos em Portugal atingem máximo desde 2020

À semelhança do que já tinha sido registado em julho, os 407 despedimentos coletivos comunicados até Agosto representam o valor mais elevado desde 2020, período pandémico, quando tinham sido registados 455 despedimentos colectivos nos primeiros oito meses desse ano.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Nos primeiros oito meses de 2025 tinham sido comunicados 359 despedimentos colectivos, enquanto até agosto de 2024 tinham sido registados 318. Nos primeiros oito meses de 2023 tinham sido registados 251, até Agosto de 2022 registaram-se 201 e até Agosto de 2021 registaram-se 248, de acordo com os relatórios mensais disponibilizados pela DGERT.

Dos 407 despedimentos colectivos comunicados, 118 foram de microempresas, 188 de pequenas empresas, 70 de médias empresas e 31 de grandes empresas.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Em termos regionais, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a liderar, com 233 despedimentos colectivos comunicados, seguida pelo Norte (com 113), pelo Centro (41) e pelo Alentejo e Algarve (cada um com dez).

Já o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos colectivos caiu 9,2% nos oito primeiros meses de 2026, face ao período homólogo.

Até Agosto, houve 4843 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 4625 foram efectivamente despedidos (em igual período de 2025 tinham sido 5332 trabalhadores abrangidos por despedimentos colectivos, dos quais 5212 efectivamente despedidos).

Continue a ler após a publicidade

Deste modo, o número de trabalhadores efectivamente despedidos em processos de despedimentos colectivos caiu 11,3% até Agosto, face aos 5.212 registados no período homólogo, de acordo com os dados disponíveis.

No que toca especificamente ao mês de Agosto, foram efectivamente despedidos 570 trabalhadores, um valor inferior aos 634 registados no período homólogo, bem como aos 624 registados em Julho.

Continue a ler após a publicidade

Dos 570 trabalhadores efectivamente despedidos em Agosto deste ano, a região de Lisboa e Vale do Tejo liderava (com 64% do total), com 362 trabalhadores efectivamente despedidos.

Continue a ler após a publicidade

As indústrias transformadoras foram a actividade com maior número de trabalhadores despedidos em Agosto, sendo que, de modo global, a redução do número de trabalhadores é a principal razão apontada (76%), seguida pelo encerramento de uma ou várias secções ou estrutura (17%) e pelo encerramento total e definitivo (7%).

Partilhar


Mais Notícias