Vishal Garg, fundador da Better Home & Finance, lançou uma ofensiva para regressar à liderança da empresa, poucas semanas depois de ter sido afastado do cargo de CEO, noticia a HRD. A proposta inclui uma remuneração simbólica de um dólar anual, investimento pessoal adicional e um plano para acelerar a recuperação financeira da organização.
O executivo foi substituído a 3 de Agosto por Daniel Lewis, nomeado CEO interino. No entanto, Garg não aceita passivamente a decisão e já apelou à saída da maioria dos membros do conselho de administração, alegando contar com o apoio de accionistas que representam a maioria dos direitos de voto da empresa.
Na comunicação enviada ao conselho, Garg defende que a empresa está num momento decisivo da sua evolução. O fundador afirma estar disponível para trabalhar por uma remuneração simbólica até que a empresa regresse à rentabilidade e compromete-se a investir mais 30 milhões de dólares ao lado dos restantes accionistas.
O plano inclui um programa de recompra de acções no valor de 30 milhões de dólares e um investimento pessoal adicional de cinco milhões de dólares. Segundo a proposta, após assegurar a estabilidade da empresa, Garg passaria para funções de chairman ou responsável pela área de produto e inovação, sendo entretanto conduzido um processo independente para encontrar um CEO permanente.
A tentativa de regresso surge num contexto de queda do valor das acções da Better desde a saída de Garg. O fundador argumenta que a organização estava perto de concluir um processo de recuperação operacional, impulsionado sobretudo pela utilização de inteligência artificial.
De acordo com os dados apresentados aos accionistas, o volume de empréstimos financiados pela empresa aumentou significativamente nos últimos dois anos. A Better também reforçou parcerias tecnológicas com empresas como Intuit, Coinbase e OpenAI, além de investir em soluções de automatização que aceleram o processamento de crédito à habitação e reduzem custos operacionais.
Apesar dos argumentos financeiros, a imagem de Garg continua inevitavelmente associada ao episódio de Dezembro de 2021, quando anunciou o despedimento de cerca de 900 colaboradores através de uma videochamada. O caso gerou forte polémica internacional e transformou-se num dos exemplos mais citados de comunicação inadequada em processos de despedimento colectivo.



















