Dia Internacional do Enfermeiro: profissionais portugueses estão «muito bem cotados» a nível europeu

Human Resources
12 de Maio 2024 | 11:00
Dia Internacional do Enfermeiro: profissionais portugueses estão «muito bem cotados» a nível europeu

A Escola Superior de Saúde (ESS/IPS) do Politécnico de Setúbal assinalou o Dia Internacional do Enfermeiro, que se celebra hoje, 12 de Maio, com um seminário sobre o valor económico destes cuidados de saúde, em alinhamento com o tema adoptado em 2024 pela International Council of Nurses (ICN), que representa milhões de enfermeiros em todo o mundo.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

«Nossos enfermeiros, nosso futuro: o poder económico dos cuidados» foi o tema que reuniu, docentes, dirigentes e estudantes da ESS/IPS, para pensar em conjunto o impacto, directo e indirecto, da intervenção destes profissionais de saúde nas economias mundiais.

«A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a cobertura universal em termos de Cuidados de Saúde Primários, onde a acção do enfermeiro é primordial, contribuiria para aumentar a esperança de vida em 3,7 anos de 2023 a 2030 e que a insuficiente prestação de cuidados pode custar à economia mundial cerca de 15% do PIB por perdas de produtividade, tal como o investimento em cuidados de enfermagem de qualidade pode aumentar o rendimento económico de famílias e países», tal como explicou Ana Paula Gato, docente da ESS/IPS e membro da comissão organizadora deste seminário.

Continue a ler após a publicidade

A responsável sublinhou ainda que «em todas as dimensões sociais se sente a relevância dos cuidados dos enfermeiros», traduzindo-se, por exemplo, na «melhoria dos indicadores de saúde da população, no aumento de bem-estar nas famílias e das comunidades de quem cuidam, no aumento da literacia e acesso aos cuidados, diminuição dos dias de hospitalização e maior equidade, favorecendo maior coesão social e crescimento económico das comunidades».

Relativamente à realidade nacional, a enfermeira especialista em Saúde Pública lamentou que a excelência de qualificação e desempenho destes profissionais não receba a devida valorização por parte das organizações de saúde, explicando em parte a saída de muitos para outros países europeus, onde «estão muito bem cotados». «Portugal subaproveita os enfermeiros e as suas competências, sendo recorrente a sua subvalorização, até no campo das decisões em matéria da gestão em saúde», refere.

Nesta efeméride, e também enquanto professora de futuros enfermeiros, Ana Paula Gato destaca a «necessidade de continuarmos a trabalhar em prol do desenvolvimento da profissão, pela formação de enfermeiros que sejam reflexivos, que exerçam a sua cidadania e autonomia, que sejam compassivos e próximos, que coloquem os seus saberes ao serviço das pessoas e das comunidades, preocupados com a equidade no acesso aos cuidados, com os mais vulneráveis, com a justiça e o bem comum». «Creio que a ESS/IPS tem pugnado por isso e acreditamos que os nossos estudantes fazem a diferença», remata.

Partilhar


Mais Notícias