Dicas para gerir o orçamento familiar segundo a regra 50/30/20

O Cetelem apresenta recomendações para uma gestão equilibrada do orçamento familiar, destacando a regra 50/30/20 e a importância da literacia financeira.

Human Resources
8 de Agosto 2026 | 18:00
Dicas para gerir o orçamento familiar segundo a regra 50/30/20

Num contexto de inflação que começa a estabilizar, mas com os orçamentos familiares ainda sob pressão, o Cetelem reuniu um conjunto de recomendações práticas para a gestão do orçamento, baseadas na regra 50/30/20. Esta fórmula propõe que 50% do rendimento líquido mensal seja destinado às necessidades essenciais, 30% ao lazer e 20% à poupança.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Optimizar as despesas essenciais

Para controlar as despesas essenciais, aconselha-se a optimização do consumo de energia, sugerindo melhorias simples como a utilização de lâmpadas LED ou o reforço do isolamento das janelas. Cerca de 77% dos portugueses já alteraram os seus hábitos de consumo e 69% dos que investiram na eficiência da casa confirmam poupanças reais na factura.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Além disso, recomenda a revisão regular dos contratos domésticos de electricidade, água e gás, para garantir que a potência contratada corresponde às necessidades da casa e para comparar tarifas entre as empresas do mercado. Com 70% dos portugueses a temerem o custo da electricidade e 54% inseguros quanto à capacidade para suportar as facturas, a antecipação é considerada vital.

Aproveitar o lazer sem comprometer o orçamento

O Cetelem destaca ainda a importância de planear as férias com antecedência, definindo um orçamento máximo e reservando alojamento, transportes e actividades antecipadamente para evitar gastos extra e preparar-se para imprevistos. Segundo dados do Observador Cetelem, as férias dos portugueses custam, em média, 861 euros, com o alojamento e a alimentação a representarem os maiores pesos.

Continue a ler após a publicidade

Recomenda também o uso da Inteligência Artificial para comparar preços e poupar, uma prática já utilizada por 62% dos portugueses na preparação das férias. Outra sugestão é a consideração de produtos recondicionados ou de segunda mão, desde que com garantia e fornecedores de confiança, opção que já convenceu 66% dos portugueses.

Escudo financeiro: poupança e crédito

Continue a ler após a publicidade

Na vertente da poupança, aconselha-se a criação de uma reserva financeira, canalizando parte do rendimento para esse fim e escolhendo produtos financeiros adequados, enquanto reforça a importância da literacia financeira. Entre os portugueses com mais de 35 anos, 44% indicam ter depósitos e 29% PPR. Nos mais jovens nota-se uma procura crescente por diversificação, com 23% a considerar ETFs e 18% criptomoedas.

Continue a ler após a publicidade

Quanto ao crédito, deve ser utilizado de forma planeada, apenas para necessidades identificadas e após avaliação cuidada das condições e da capacidade de reembolso. Cerca de 30% dos portugueses planeiam recorrer ao financiamento para concretizar projectos pessoais.

O Cetelem alerta também para a protecção contra fraudes digitais, recomendando o acesso às contas apenas pelas aplicações ou sites oficiais e a desconfiança perante pedidos de códigos, palavras-passe ou dados de cartão por mensagens, chamadas ou emails. Um em cada quatro portugueses já foi vítima de burlas digitais.

Por fim, o Banco de Portugal é a entidade de referência para quem pondera contratar crédito, disponibilizando o Portal do Cliente Bancário para comparação das condições de mercado e a Rede de Apoio ao Cliente Bancário (RACE) para apoio gratuito a quem tenha dificuldades nos pagamentos. O consumo responsável não significa privação, mas sim planeamento.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar


Mais Notícias