Mas isto não é apenas uma questão de números motivada pela impaciência, aponta o Money Talks News. Os resultados deste relatório revelam tendências mais profundas que moldam a forma como as pessoas procuram emprego e o que os empregadores poderiam fazer de diferente.
Principais conclusões
- 48% dos candidatos afirmam candidatar-se a um grande número de vagas em vez de se candidatarem a vagas específicas
- 76% candidatar-se-iam de forma mais estratégica se os empregadores fornecessem feedback
- 25% afirmam que agora se candidatam a qualquer vaga que lhes pareça remotamente possível
- 45% afirmam que os sistemas de rastreio de candidatos (ATS) aumentam a probabilidade de submeterem muitas candidaturas
- Mais de metade utiliza ferramentas de Candidatura Fácil/Candidatura Rápida para, pelo menos, algumas candidaturas
A tendência de “disparar para todo o lado e esperar que dê certo” não é apenas uma expressão da moda reflecte as estatísticas reais de comportamento dos candidatos, mostrando como reagem quando o processo de contratação parece opaco.
Muitos candidatos estão a reagir à falta de comunicação, não à preguiça. Quando os empregadores oferecem pouco ou nenhum feedback, os profissionais sentem que precisam de alargar o seu alcance apenas para serem notados. De facto, mais de metade (51%) dos candidatos diz que mudou a forma como se candidata porque não está a obter retorno.
Sem actualizações, entrevistas ou próximos passos claros, os candidatos assumem que o silêncio significa “não”, o que os leva a enviar mais candidaturas apenas para se manterem na corrida.
- 25% candidatam-se agora a qualquer vaga que pareça minimamente possível.
- 26% dizem que se candidatam a mais vagas do que antes.
Os sistemas de rastreio de candidatos foram criados para ajudar os empregadores a classificar os currículos, mas também estão a influenciar o comportamento dos candidatos.
Quase metade (45%) dos candidatos afirma que a tecnologia ATS os torna mais propensos a candidatar-se a vagas em geral:
- 21% presumem que muitos currículos são automaticamente descartados, pelo que se candidatam a mais vagas.
- 22% utilizam a Candidatura Rápida apenas para poupar tempo.
- 14% focam-se nas palavras-chave em vez da adequação à vaga.
Quando os candidatos acreditam que os seus currículos podem nunca ser vistos, muitas vezes dão prioridade à quantidade em detrimento da qualidade.
Como inverter esta tendência?
Comunicação melhorada. De acordo com os dados, 76% dos candidatos a emprego afirmam que se candidatariam de forma mais selectiva se os empregadores fornecessem feedback durante o processo de contratação. Isto sugere que muitas pessoas não são contra as candidaturas direccionadas, simplesmente não sentem que têm informação suficiente para serem selectivas.
Actualizações mais claras, mensagens de estado ou mesmo feedback breve podem ajudar os candidatos a concentrarem-se em vagas que correspondam realmente às suas competências e a reduzir a necessidade de se candidatarem a todas as vagas.
Para quem procura emprego, a conclusão é simples: concentre-se em funções que realmente se enquadrem nas suas competências e experiência. E lembre-se que as candidaturas personalizadas geram, muitas vezes, melhores resultados do que apenas volume.













