No Dia Internacional da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado a 28 de Abril, a Organização Internacional do Trabalho avisa que a “prevenção” é o melhor remédio.
Os números apresentados pela OIT são expressivos: estima-se que, todos os anos, 2,34 milhões de pessoas morram devido a acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho. Segundo o relatório da organização, as doenças relacionadas com o ambiente laboral matam seis vezes mais do que os acidentes de trabalho e, no entanto, continuam a ser «invisíveis» e «fonte de extremo sofrimento» para muitos.
As já comuns pneumoconioses, provocadas pela exposição prolongada a poeiras minerais como silicose ou amianto, aparecem agora lado a lado com as perturbações mentais e músculo-esqueléticas (PME) – que vão desde a síndrome do túnel cárpico a situações extremas de stresse relacionadas com vivências negativas no local de trabalho – como grandes ameaças à saúde de quem trabalha.
«O fardo das doenças profissionais recai sobre todos, em toda a parte: da fábrica à exploração agrícola, do escritório à plataforma petrolífera, tanto no local de trabalho como na comunidade. Ninguém está imune. Existe o consenso de que a prevenção é mais eficaz e menos onerosa do que o tratamento e a reabilitação», realça o relatório, exortando ao lançamento de «um novo e significativo esforço global» de modo a «proteger a saúde e a vida dos trabalhadores».














